Polícia ouve testemunhas no caso de freira acusada de agredir idosas em asilo de Laguna

Relatos de testemunhas garantem que idosas eram amarradas, levavam puxões de cabelo e chineladas no rosto

A Polícia Civil, por meio da Delegacia da Comarca de Laguna, deve concluir na semana que vem o inquérito policial que apura tortura que seria praticada por uma freira e uma cuidadora, que trabalhavam no asilo Santa Isabel.   

No dia 25 de fevereiro, foi interrogada na presença de seu advogado e de mais duas irmãs uma das freiras suspeitas. Ela foi indiciada pelo crime de tortura. A outra suspeita, que trabalhava com freira como cuidadora, foi indiciada pelo mesmo crime e interrogada na presença de seu advogado e de mais uma irmã da mesma congregação.  

Segundo o Delegado de Polícia Civil Flávio Gorla, foi apurado nos autos do presente inquérito policial que cinco idosas não eram tratadas com respeito. “Por exemplo, uma idosa era amarrada com lençol na cadeira de rodas para não fugir da ala feminina, outra era agredida fisicamente com puxões de cabelo e com chineladas no rosto. Uma idosa foi jogada na cadeira de rodas de modo a causar lesão no braço; outra idosa recebeu um tapa no rosto; tomavam banho gelado, lavavam a própria roupa suja quando faziam necessidades fisiológicas na fraldas e uma idosa que não andava era forçada a andar”, relatou o delegado.   

Gorla ainda acrescentou: “São fatos que constrangiam os idosos, causando-lhes sofrimento físico ou mental, estando eles sob a guarda do asilo sem famílias, portanto, proporcionando intenso sofrimento físico ou mental, bem como forma de castigar pela própria condição de idoso”. Diante das últimas informações, o delegado aponta que ainda há a necessidade de inquirir mais duas idosas que se encontram no asilo, de modo que a conclusão das investigações foi prorrogada por mais uma semana. 

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