Profissionais são acusados de errar medicação que causou morte de idoso em SC

Homem de 62 anos morreu em março e após investigação da Polícia Civil que aponta erro em administração de medicação, dois técnicos de enfermagem foram indiciados

Oito meses após a morte de um idoso no hospital de Mafra, no Planalto Norte de Santa Catarina, a Polícia Civil encerrou a investigação e indiciou dois técnicos de enfermagem por homicídio culposo. O caso aconteceu em março deste ano e, de acordo com o delegado Lucas Magalhães, da DIC (Divisão de Investigação Criminal), os profissionais administraram o medicamento errado, o que teria provocado a morte do idoso.

Caso aconteceu em março deste ano e Polícia Civil indiciou dois técnicos de enfermagem por morte de idoso – Foto: Reprodução/GoogleMapsCaso aconteceu em março deste ano e Polícia Civil indiciou dois técnicos de enfermagem por morte de idoso – Foto: Reprodução/GoogleMaps

O inquérito foi encerrado na terça-feira (26) e será enviado ao MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) no início da próxima semana. Segundo a investigação, o idoso de 62 morreu por aplicação indevida do medicamento midalozam. Ele foi internado para tratar uma insuficiência cardíaca e recebeu o sedativo que deveria ter sido administrado em outro paciente.

Ele estava internado na enfermaria, em estado estável e com previsão de alta para o dia seguinte. No entanto, após receber a medicação, sofreu parada cardiorrespiratória, precisou ser intubado e ficou seis dias internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Seis dias depois, morreu na unidade hospitalar.

O delegado explica que dois técnicos de enfermagem que participaram do atendimento foram indiciados por homicídio culposo “agravado pela inobservância de regra técnica da profissão”. Em depoimento, os profissionais alegaram erro no sistema de informática e que “apenas ministraram o remédio de acordo com a etiqueta que o sistema gerou”.

O hospital, explica o delegado, não foi responsabilizado. Em nota, o Hospital São Vicente de Paulo afirmou que o caso está sob avaliação do Coren (Conselho Regional de Enfermagem).

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