Quadrilha suspeita de aplicar ‘golpe do nudes’ em SC é presa no Rio Grande do Sul

Mandados de prisão preventiva e busca e apreensão foram cumpridos no estado gaúcho na quarta-feira (17)

Os golpes virtuais têm se tornado cada vez mais comuns. O “golpe do nudes” ou “sextorsão” como é conhecido, é um dos mais aplicados e, em Santa Catarina, quadrilhas fizeram várias vítimas nos últimos meses. E na quarta-feira (17), uma investigação da DIC (Divisão de Investigação Criminal) de São Bento do Sul, no Planalto Norte, com o apoio da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, culminou com a deflagração da operação “Imagem Revelada”, que terminou com 11 pessoas presas no estado gaúcho.

Após vítima catarinense cair no golpe, Polícia Civil iniciou investigação (imagem ilustrativa) – Foto: Reprodução/NDApós vítima catarinense cair no golpe, Polícia Civil iniciou investigação (imagem ilustrativa) – Foto: Reprodução/ND

De acordo com a investigação, a quadrilha atuava aplicando os golpes na região do Planalto Norte de Santa Catarina, além de outras cidades. Foram cumpridos 11 mandados de prisão preventiva e outros 15 de busca e apreensão nas cidades de Cachoeirinha, Charqueadas, Montenegro, Novo Hamburgo e Porto Alegre, todas no Rio Grande do Sul.

Além das prisões, a polícia apreendeu quase R$ 60 mil. A investigação iniciou após uma vítima catarinense ter depositado R$ 70 mil para a quadrilha, depois de ser ameaçado.

A polícia descobriu, durante os trabalhos, que a organização obtinha lucros milionários com os golpes, chegando a arrecadar mais de R$ 250 mil de uma vítima de outro estado.

Polícia apreendeu quase R$ 60 mil reais – Foto: Polícia Civil/Divulgação/NDPolícia apreendeu quase R$ 60 mil reais – Foto: Polícia Civil/Divulgação/ND

Mais de 60 policiais civis participaram da operação.

Como funciona o golpe?

Os criminosos criam perfis falsos em uma rede sensual utilizando fotos sensuais de garotas e começam a conversar com homens de todo o país. Depois, eles trocam telefones e passam a trocar mensagens eróticas, enviando fotos sensuais da suposta garota e pedindo para que a vítima também envie fotos.

Com a conversa e as imagens, os criminosos começam a extorquir a vítima, alegando que se trata de uma adolescente e que essa troca de mensagens configura crime. Com as ameaças de levar o caso à polícia, o grupo exige dinheiro para “abafar o caso”. Além da suposta adolescente, os criminosos também se passam por pais da garota, advogados e simulam, até mesmo, imagens em delegacias e de mandados de prisão falsos.

As vítimas acabam cedendo e antes que a suposta família procure a polícia, realizam transferências bancárias aos criminosos.

Participe do grupo e receba as principais notícias
de Joinville e região na palma da sua mão.

Entre no grupo Ao entrar você está ciente e de acordo com os
termos de uso e privacidade do WhatsApp.
+

Polícia

Loading...