Quem são as vítimas do atentado em creche de Santa Catarina

Duas mulheres e três crianças morreram na tragédia no município de Saudades, no Oeste catarinense; suspeito está em estado grave

O ataque a creche Pró-Infância Aquarela, na manhã desta terça-feira (4), em Saudades, no Oeste catarinense, vitimou fatalmente cinco pessoas. Entre elas, estão três crianças, todos bebês com menos de 2 anos, uma professora e uma agente educativa.

Mirla (esquerda) e Keli (direita) morreram no atentado a creche em Santa Catarina – Foto: Arquivo Pessoal/Reprodução/FacebookMirla (esquerda) e Keli (direita) morreram no atentado a creche em Santa Catarina – Foto: Arquivo Pessoal/Reprodução/Facebook

A primeira vítima identificada foi a professora Keli Adriane Anieceviski, de 30 anos. Já a segunda foi a agente educativa Mirla Amanda Renner Costa, de 20 anos. A informação foi confirmada pela secretária de educação de Saudades, Gisela Hermann.

Já as crianças foram identificadas como Sarah Luiza Mahle Sehn, de 1 ano e 7 meses, Anna Bela Fernandes de Barros, de 1 ano e 8 meses e Murilo Massing, de 1 ano e 9 meses.

O prefeito de Saudades, Maciel Schneider, decretou luto oficial de 3 dias no município. “É uma notícia muito difícil e inesperada para qualquer gestor público, principalmente em início de mandato. O sentimento é de revolta e, ao mesmo tempo, de muita tristeza. Uma coisa que nenhum pai merece passar. É desesperador, a ficha ainda não caiu”, desabafou o prefeito.

O que se sabe até o momento

Um jovem de 18 anos armado com um facão invadiu a escola infantil Pró-Infância Aquarela, localizada na rua Quintino Bocaiúva, no bairro Industrial.

Segundo o Corpo de Bombeiros Militar, duas crianças e uma professora morreram na hora. Uma terceira criança foi levada ao hospital, porém também não resistiu.  Uma quinta vítima, uma jovem que trabalhava na escola também morreu no hospital, em Chapecó.

Sarah Luiza Mahle Sehn, Anna Bela Fernandes de Barros e Murilo Massing – Foto: Arquivos pessoais/Divulgação NDSarah Luiza Mahle Sehn, Anna Bela Fernandes de Barros e Murilo Massing – Foto: Arquivos pessoais/Divulgação ND

De acordo com o delegado de Pinhalzinho, Jeronimo Marçal Ferreira, o local foi isolado para perícia do IGP (Instituto Geral de Perícias). Os corpos das crianças e da professora ficaram na sala de aula onde ocorreu o crime até a chegada do IML (Instituto Médico Legal).

“O agressor chegou de bicicleta na escola por volta das 10h, portando uma faca grande. Cerca de 30 crianças estavam na escola no momento e ele invadiu uma sala de aula onde tinham quatro crianças, a professora e mais uma funcionária da escola”, conta o delegado.

As demais crianças e professoras conseguiram se trancar dentro das outras salas para se proteger do ataque. O jovem foi contido dentro da escola por vizinhos que ouviram os gritos. Foi quando ele tentou se matar.

“Ele foi contido dentro da escola e, naquele momento, tentou tirar a própria vida. Os eletrônicos do suspeito passarão pela perícia para buscar a motivação desse crime. Ele não tinha ligação com as vítimas e também não tem histórico policial”, explica o delegado.

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