Dono suspeita que incêndio em rancho de pesca do Campeche, em Florianópolis, foi criminoso

Pela segunda vez em cinco anos, a estrutura foi consumida pelas chamas; pescador acredita que motivo para supostos crimes seria “disputa comercial”

Um rancho de pesca, localizado no Campeche, em Florianópolis, amanheceu em chamas nesta sexta-feira (30). Segundo relatos do dono do rancho, Pedro Aparício Inácio, esta foi a segunda vez que a estrutura pegou fogo nos últimos cinco anos. A suspeita é de que os incêndios tenham sido criminosos.

“Coisa errada com o rancho não tinha, que o rancho foi fabricado há pouco tempo. As partes elétricas dele estavam todas certinhas. Tenho certeza que foi a mesma coisa que aconteceu da última vez. Isso aí foi um incêndio criminoso. Intrigas em rancho de pesca, na comunidade, há muitas. Envolve não só a pesca, tem uma disputa comercial”, disse Inácio.

Um boletim deve ser aberto para verificar as causas do incêndio – Foto: GMF/Divulgação/NDUm boletim deve ser aberto para verificar as causas do incêndio – Foto: GMF/Divulgação/ND

O superintendente de Pesca, Maricultura e Agricultura, Adriano Roberto Weickert, informou que um boletim foi registrado para apurar se a ocorrência tem caráter criminal. “Se é criminal ou acidental é a polícia que vai dizer”, acrescentou.

Conforme a GMF (Guarda Municipal de Florianópolis), o incêndio começou durante a madrugada. Além do rancho, duas embarcações e todas as redes de pesca foram destruídas. “São 50 pescadores que ficaram sem poder pescar amanhã”, revelou o subcomandante da GMF, Ricardo Pastrana.

“O que eu estou mais preocupado agora é em refazer e adquirir o nosso rancho e o material de pesca”, disse Pedro . “A gente já ia abrir as portas, passamos o ano todo nos preparando. Chegar agora se deparar com o rancho em cinzas… Olha, não é fácil, é muito triste”, lamentou.

O pescador e a família receberam a solidariedade de amigos e pescadores de outros ranchos, que também reclamaram de retaliação à tradição da classe.

“A gente fica muito sentido. Vamos começar a pesca de luto. No meu rancho, o ano passado também aconteceu, mas a caixa d’água derreteu e a própria água dela apagou o incêndio. Eu acho que as autoridades têm que tomar uma atitude, porque isso está tendo uma certa [frequência]”, disse o pescador Claudinei José Lopes.

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BG Florianópolis