Secretaria de Segurança garante controle sobre veículos apreendidos

Programa de computador viabiliza o acompanhamento de entrada de veículos apreendidos nos 30 pátios do Detran no Estado

Janine Turco/Arquivo/15.12.2011/ND

A Secretaria de Segurança Pública já monitora a entrada e saída de veículos apreendidos nos 30 depósitos espalhados pelo Estado. O programa de computador, que começou a ser criado em março do ano passado, foi apresentado e instalado sete meses depois, em 24 de novembro. Apesar de ter sido utilizado em pelo menos dez leilões de veículos apreendidos, o sistema ainda está inacabado e sua implantação definitiva será apressada depois da descoberta de desvio de motores do pátio do Complexo Administrativo da SSP, em Barreiros, São José.

A produção do programa pelo Ciasc (Centro de Informática e Automação do Estado de Santa Catarina) custou R$ 800 mil à SSP. Segundo o gerente de desenvolvimento de software do Ciasc, Galba de Oliveira, são duas etapas: uma controla o depósito, enquanto a segunda etapa destina-se a realização dos leilões.

O líder do projeto, Roberto Blazi Olimpio de Oliveira, ressalta que o Ciasc é responsável pelo desenvolvimento do sistema. A administração da base de dados ficará sob responsabilidade da SSP. “Não havia um registro centralizado do número de veículos nos pátios. Só poderá colocar, retirar ou consultar informações pessoas devidamente autorizadas pela Secretaria”, ressaltou.

O sistema é integrado ao Detranet e ao Renavam. Isso ajudará o governo a monitorar os veículos desde que entram no depósito até o momento que for desmanchado nos ferros-velho. A última estimativa da SSP aponta para 10 mil veículos amontoados nos pátios.

Coronel ainda não foi ouvido pela Deic

Ainda não há data para o secretário-adjunto da SSP, coronel Fernando Rodrigo de Menezes, ser ouvido pela Deic (Diretoria Estadual de Investigações Criminais) no inquérito que investiga o desvio de peças do Complexo de Administração da Secretaria de Segurança Pública. A informação foi repassada, nesta quinta-feira, sem maiores esclarecimentos, pela assessoria de Menezes.

O delegado Alexandre Carvalho, que preside o inquérito, pretende enviar nova solicitação para o superior. “Enviamos um ofício no final de março, mas não obtivemos resposta”. Carvalho explica que as informações de Menezes encerram a fase de depoimentos. “Vai ficar estranho. Todas as pessoas foram ouvidas, inclusive o secretário (César Grubba). O inquérito e o relatório estão prontos. É a oportunidade dele (Menezes) esclarecer as acusações que lhe são imputadas”, ressaltou Carvalho. O coronel não pode ser intimado a conversar com o delegado, já que a função lhe garante foro privilegiado.

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