Sem provas de que Amanda está morta ou viva, polícia de SC tem pista sobre viagem compartilhada

Conforme a Polícia Civil de Laguna, Amanda Albach não chegou a pegar carona no carro de aplicativo para viagens compartilhadas

A curitibana Amanda Albach, de 21 anos, está desaparecida há 18 dias. Ela foi vista pela última vez em uma balada em Jurerê Internacional, em Florianópolis. A festa aconteceu no dia 14 de novembro, véspera do feriado de Proclamação da República.

Segundo novas informações da DIC (Divisão de Investigação Criminal) de Laguna, a jovem não chegou a pegar carona no carro de aplicativo para viagens compartilhadas, como havia informado a família.

Desaparecimento Amanda AlbachInvestigações sobre desaparecimento de Amanda Albach seguem em extremo sigilo – Foto: Internet/Divulgação/ND

Enquanto muitas perguntas continuam sem respostas, outras, no entanto, são respondidas conforme as investigações do desaparecimento de Amanda Albach avançam. Entre elas, a data que havia sido, de fato, a festa em que a jovem foi vista pela última vez.

O advogado da família, Michael Pinheiros, acreditava até então que a balada teria ocorrido no dia 13 de novembro. Já nesta segunda-feira (29),  o delegado Bruno Fernandes, da DIC de Laguna, confirmou que a data da festa no beach club foi em 14 de novembro.

Outro ponto esclarecido foi a carona no carro de aplicativo para viagens compartilhadas que Amanda informou à família que pegaria. A rota prevista era de Imbituba à Fazenda Rio Grande, onde ela mantinha residência.

“Não há confirmações se a Amanda chegou a pegar ou não, porque muitas corridas são fechadas por fora do aplicativo. Pelo aplicativo, não pegaram”, confirma o delegado encarregado pelo caso.

Investigações seguem em sigilo

“Infelizmente não posso adiantar muitas coisas para não atrapalhar. É um caso bem delicado e complexo, e qualquer informação certamente poderá inviabilizar o prosseguimento”, explica Bruno Fernandes.

Amanda Albach desapareceu após balada em Jurerê Internacional – Foto: Arquivo Pessoal/Reprodução/NDAmanda Albach desapareceu após balada em Jurerê Internacional – Foto: Arquivo Pessoal/Reprodução/ND

O delegado de Laguna ainda ressalta: “Não há provas, nem de vida e nem de morte. E, por causa de algumas reportagens, essas pessoas que estavam com ela já se adiantaram e já constituíram advogados, que já estão instruindo-as bastante”, finaliza.

Relembre o caso

Conforme o advogado da família de Amanda, Michael Pinheiro, a jovem deixou uma empresa de telemarketing que trabalhava em Curitiba há cerca de três meses. Eles são de Fazenda Rio Grande, na região metropolitana da capital paranaense.

Desde então ela trabalhava como promotora de vendas em Santa Catarina, atendendo cidades como Balneário Camboriú e Itajaí.

“Ela saía daqui [Fazenda Rio Grande], ficava uma semana, depois voltava, mas nunca deixou de dar informações para a mãe. Ela sempre estava em contato”, diz o advogado.

No dia 12 de novembro, às vésperas do feriadão de Proclamação da República, Amanda avisou a mãe que iria a Santa Catarina. O destino inicial seria Imbituba, no Sul do Estado, onde sairia com um casal de amigos e um rapaz.

“De Imbituba ela foi para Florianópolis, para essa festa em Jurerê”, acrescenta Michael. “Ela saiu dessa festa com os amigos acompanhada de um rapaz”, detalha.

“Na segunda-feira [15], por volta das 20h30, a sobrinha recebeu uma mensagem dela [Amanda] falando: ‘Olha, eu consegui um carro de aplicativo, chego de madrugada em casa’. Essa é a última mensagem que temos dela”, destaca o advogado.

Michael acrescenta que a família tem dúvidas sobre quem era a voz no áudio enviado por Amanda. “A mãe tem dúvida se realmente era a filha”, conta.

Um boletim de ocorrência foi registrado pela família da jovem, no dia 12 de novembro, em Fazenda Rio Grande. As polícias civis de Santa Catarina e Paraná trabalham em conjunto durante as investigações.

“A investigação ainda está bem sigilosa. De qualquer forma, nós aqui em Imbituba iniciamos a investigação. No entanto, as diligências levaram a Laguna. A presidência do inquérito está com a DIC [Divisão de Investigação Criminal] de Laguna”, explica o delegado de Imbituba, Nicola Patel.

“É importante ressaltar que as equipes de Imbituba e Laguna estão mobilizadas no caso”, finaliza. O advogado Michael Pinheiro já fez o pedido para quebra dos sigilos bancário e telefônico para apurar os passos da jovem.

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