Suspeito de assassinar mulher por causa de barulho em Itapoá deve se entregar em Curitiba

Militar reformado das Forças Armadas é suspeito de matar Sônia Regina Barbosa da Silva, de 40 anos, com sete tiros na sexta-feira (7)

Deve se apresentar ainda nesta segunda-feira (10), o suspeito de assassinar Sônia Regina Barbosa da Silva, de 40 anos, na última sexta-feira (7), em Itapoá, no Litoral Norte de Santa Catarina.

Sônia Regina Barbosa da Silva foi assassinada com sete tiros depois de registrar boletim de ocorrência – Foto: Redes Sociais/Divulgação ND

O suspeito, que é militar reformado das Forças Armadas e era vizinho da filha de Sônia tem 57 anos e, de acordo com o delegado Saul Bogoni Junior, deve se apresentar nesta segunda-feira, em Curitiba. Ainda segundo o delegado, o advogado do suspeito entrou em contato com a Polícia Civil afirmando que o cliente iria se apresentar.

Sônia foi assassinada com sete tiros depois de registrar um boletim de ocorrência contra o suspeito. Ela estava visitando a filha, Evelyn Regina Martins, quando se desentendeu com o vizinho. Segundo o delegado, os desentendimentos eram constantes e, depois de registrar o BO e retornar para a casa da filha, Sônia foi morta dentro de casa.

“Na sexta-feira a Sônia foi lá e acabaram discutindo, aí ela veio fazer o BO e, quando voltou, ele invadiu a casa e atirou nela lá dentro”, diz Bogoni. Os disparos atingiram o peito e a cabeça de Sônia, que morreu na hora.

Nesta segunda-feira, Evelyn recebeu alta do hospital e foi ouvida na delegacia. Depois de assassinar a mãe, o suspeito agrediu a filha. O delegado explica que Evelyn contou que a motivação dos desentendimentos que já aconteciam e do assassinato da mãe foi a implicância do vizinho com barulhos. “O motivo foi uma implicância dele com barulho. Ele vivia implicando com os vizinhos”, fala o delegado.

Ainda de acordo com Bogoni, a filha de Sônia passa bem, mas sofreu diversos ferimentos. “Ela está bem machucada, com pontos no rosto e o braço imobilizado”, diz.

O suspeito, no entanto, não deve ser preso. Após encerrar o prazo para o flagrante e com o primeiro pedido de prisão preventiva negado, ele deve responder ao processo em liberdade, neste primeiro momento. Apesar disso, o delegado não descarta a possibilidade de representar, novamente, pela prisão preventiva.

Bogoni explica que ele deve ser indicado por homicídio e lesão corporal, mas os crimes podem ser agravados. O homicídio de Sônia ainda pode ser classificado como qualificado por motivo fútil e a lesão corporal de Evelyn pode ser classificada como tentativa de homicídio. A definição deve ser feita apenas na finalização do inquérito, que deve ocorrer nesta semana, após o depoimento de testemunhas.