Suspeito de dar golpe de R$ 30 mil em idosa é preso em Florianópolis

Mulher de 76 anos foi vítima de golpe do bilhete, realizado por quadrilha na Capital no dia 16 de março; entenda a dinâmica do crime

Um homem foi preso pela Polícia Civil no bairro Abraão, região Continental de Florianópolis, nesta quarta-feira (31), por suspeita de integrar uma associação criminosa do Rio Grande do Sul especializada no “golpe do bilhete premiado”.

A investigação teve início no dia 16 de março, data que o golpe foi aplicado em uma idosa de 76 anos na Capital catarinense. Na ocasião, os criminosos subtraíram uma quantia de R$ 30 mil da vítima.

Polícia apreendeu objetos utilizados no crime – Foto: Divulgação/Polícia CivilPolícia apreendeu objetos utilizados no crime – Foto: Divulgação/Polícia Civil

Dois suspeitos identificados já haviam sido presos por crime semelhante, no ano de 2019, por policiais civis de Florianópolis.

A polícia havia representado pelas prisões temporárias e recebeu o deferimento pelo Judiciário. Nesta quarta, a polícia teve informações de que o carro utilizado pelos criminosos estava a caminho da Capital.

A PRF (Polícia Rodoviária Federal) foi quem prestou o apoio na identificação do veículo.

Carro apreendido pela Polícia Civil utilizado pelos criminosos – Foto: Divulgação/Polícia CivilCarro apreendido pela Polícia Civil utilizado pelos criminosos – Foto: Divulgação/Polícia Civil

Os suspeitos foram localizados na área central de Florianópolis e o carro foi interceptado no bairro Abraão, onde os policiais capturaram um dos suspeitos e apreenderam o carro e alguns objetos utilizados no crime investigado.

O inquérito policial prossegue com o objetivo de identificar todos os integrantes da associação criminosa, bem como localizar outras vítimas dos infratores.

Como funciona o golpe

O delegado responsável pelo caso, Paulo Hakim, explica que os criminosos costumam agir em grupos de três a quatro pessoas, e procuram a vítima idosa geralmente perto de praças e bancos. A dinâmica do golpe envolve a aproximação e persuasão dos integrantes da associação criminosa.

“Eles vieram de Balneário Camboriú no mesmo dia, em quatro pessoas. Um foi o responsável por abordar a idosa e perguntou a ela qual a localização de uma determinada loja, pois ele era do interior e o dono dessa loja iria comprar o bilhete premiado dele. Nisso, o criminoso se passa por uma pessoa muito humilde.

Outro indivíduo ouve a conversa entre eles e também quer ‘ajudar’, pois o suposto dono da loja iria enganar o ‘ganhador’ da loteria.

Nesse momento, eles ligam para a ‘Caixa Econômica Federal’ e um suposto funcionário, também integrante da quadrilha, informa os números sorteados, que ‘batem’ com o jogo do ‘ganhador’.

O suposto ganhador se sente ‘enganado’ pelo proprietário da loja – que sequer existe. Então, ele tenta vender o bilhete para a idosa e para o outro envolvido, por uma quantia em dinheiro.

O terceiro integrante simula que tem dinheiro ao mostrar uma bolsa com falsos maços. Dessa forma, a vítima idosa é induzida a sacar dinheiro, entregar joias e bens como prova de confiança.

Ela entregou R$ 15 mil em espécie e US$ 3 mil, acreditando que receberia R$ 100 mil do ‘ganhador'”, relata Paulo Hakim.

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