Suspeito de matar russo por vingança em Florianópolis é preso

Yaroslav Klevogin está desaparecido há três meses e tinha denúncias por importunação sexual; exames de DNA confirmarão se ossada encontrada em fevereiro é da vítima

A 2ª DP (Delegacia de Polícia Cívil de Florianópolis) prendeu na manhã desta sexta-feira (12) um homem, de 19 anos, suspeito pelo desaparecimento do russo Yaroslav Klevogin, 34 anos, que sumiu em dezembro de 2020. O suspeito foi preso em casa, no Morro do Pantanal, na Capital catarinense.

As investigações apontam que Klevogin teria sido executado por vingança, após 12 casos de assédio sexual, e três de ameaça, terem sido atribuídos a ele. A Polícia apura ainda se uma ossada encontrada em fevereiro pertence ao desaparecido.

O cidadão russo esta desaparecido desde o dia 21. Polícia acredita que ele tenha sido executado por vingança em FlorianópolisKlevogin está desaparecido desde o dia 21 de dezembro – Foto: Reprodução/Redes Sociais

O desaparecimento de Klevogin foi notificado no dia 21 de dezembro. Ele foi visto pela última vez na rua Capitão Osmar Silva, no bairro Pantanal. Ele morava sozinho há “um bom tempo” na região, informa o delegado Felipe Brandão de Oliveira, da 2ª DP.

Dias após a notificação, a investigação recebeu uma denúncia relatando que o russo teria sido executado e enterrado em uma trilha após ser atraído até uma região de mata no Morro do Pantanal, em Florianópolis.

De acordo com o delegado, Klevogin pode ter desrespeitado as “regras instituídas pelo comando no Morro do Pantanal”.

“Eles têm leis própria quanto ao que é permitido e o que não é. Não se pode ter assediador ou estuprador, ou acabam fazendo vingança”, explicou o delegado

Ossada humana

Uma ossada humana foi encontrada enterrada no dia 18 de fevereiro em uma trilha no Morro do Mangueirão, no Pantanal. A Polícia Civil acredita que ela pertença Klevogin, mas aguarda o resultado dos exames de DNA, que dependem de amostras de DNA dos familiares de Klevogin, que vivem na Rússia.

Na casa do suspeito preso nesta sexta-feira foram encontradas drogas como maconha, cocaína e crack. Também foram apreendidos objetos utilizados no tráfico de drogas, além de anotações e dinheiro.

A investigação apura ainda participação de mais pessoas no crime e deve ser concluída até o fim do mês. A Polícia Civil foi comunicada também pela Interpol e pelo Consulado Russo.

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