“Temi pela minha vida”, diz jornalista da NDTV Record agredido

Ronaldo Daros diz que nunca viveu algo parecido, assim como o operador de câmera Ricardo Alves, que relatou os momentos de tensão

A agressão sofrida pela equipe da NDTV Record Joinville, sábado (15) à noite, em frente à Choperia Dona Francisca, na rua Visconde de Taunay, no Centro de Joinville, deixou marcas no jornalista Ronaldo Daros, 35 anos, e no operador de câmera, Ricardo Alves, 31.

Os dois foram agredidos enquanto faziam o registro de uma confusão que acontecia dentro do estabelecimento, que depois tomou a calçada da rua.

jornalistas que foram agredidos Ronaldo Daros (E) e Ricardo Alves ainda perplexos com os ataques sofridos. – Foto: Dani Lando/NDTV Record Joinville

“Foram momentos terríveis. Eu estava dentro do carro, gravando com o meu celular, quando um garçom se aproximou e deu um tapa no vidro da porta. Na sequência, outra pessoa me deu socos no rosto e no estômago e rasgou a minha máscara na tentativa de pegar o meu celular. A cena foi de terror”, diz Ronaldo, que vai fazer exame de corpo delito nesta segunda-feira (17), no IGP (Instituto Geral de Perícias) de Joinville.

Segundo Ronaldo, ao ver o ataque do garçom, algumas pessoas que estavam no estabelecimento saíram à rua e continuaram a agressão à equipe da NDTV.

O operador de câmera Ricardo Alves, que tentou separar o agressor de Ronaldo pelo lado de fora do carro, também foi agredido.

Equipe estava trabalhando no sábado à noite, cumprindo a missão de informar, e foi covardemente atacada. – Foto: Jean Balbinotti/Divulgação NDEquipe estava trabalhando no sábado à noite, cumprindo a missão de informar, e foi covardemente atacada. – Foto: Jean Balbinotti/Divulgação ND

Ele levou um empurrão pelas costas de um dos clientes. Chegou a ser prensado contra o veículo. Depois, entrou no carro para tentar sair dali e chamar a polícia.

“A gente só queria sair dali em segurança, mas as pessoas que nos agrediram queriam brigar mesmo”, destaca Ricardo.

“Eu só pensava em sair dali”, continua o operador de câmera.

O pior momento que já viveu

Ronaldo também. Com 35 anos de idade e seis de profissão, Ronaldo diz que a agressão foi, sem dúvida, o pior momento que já viveu no exercício da profissão.

“Eu só pensava em sair dali. A gente não sabia quem estava do nosso lado ou contra. Pareciam uns bichos atacando a gente. Temi pela minha vida”.

Para Ronaldo, o olhar das pessoas que atacaram a equipe era muito agressivo. Ele acredita que a situação só não se transformou em tragédia porque um outro agressor subiu no capô do carro e pulou no parabrisa, destruindo-o completamente.

“Aquilo ali, de certa forma, nos ajudou, porque causou grande impacto e afastou um pouco outros agressores. Foi nessa hora que conseguimos sair dali”, conta Ronaldo.

“Nunca fui atacado dessa forma”

Para Ricardo, que atua há cerca de dez anos no jornalismo policial, a agressão sofrida pela equipe foi a mais tensa e traumática que já viveu na carreira.

“Já tentaram bater na minha câmera, me tirar do local, me xingaram, mas nunca fui atacado dessa forma. Foi a situação mais tensa que já vivi no jornalismo”, diz.

Passado o susto, Ronaldo e Ricardo tentam agora retomar a rotina de vida e trabalho. Ronaldo, ainda com medo, diz que demorou algumas horas para assimilar a agressão e que só se sente melhor porque recebeu muitos telefonemas e mensagens de apoio da direção da NDTV e de colegas de profissão.

“Ainda é muito cedo para avaliar tudo o que passei. É uma mistura de sentimentos e tenho procurado entender tudo o que aconteceu. Fiquei perplexo, paralisado, com muito medo e só consegui me acalmar perto das 5 horas da manhã. Graças ao apoio dos amigos, estou me acalmando”, conclui Ronaldo.

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