Teste de sanidade mental é feito em mulher acusada de matar grávida de Canelinha

Exame realizado na manhã desta quinta-feira (23), no IGP de Brusque, deve ficar pronto nos próximos dias

Rozalba Maria Grime, de 26 anos, realizou na manhã desta quinta-feira (22) o exame de sanidade mental. O teste foi feito após o advogado de defesa solicitar o laudo. O resultado ainda não está disponível, pela perícia de alta complexidade, mas o resultado sairá nos próximos dias. Ela é acusada de assassinar uma grávida e roubar o bebê da barriga da vítima, na cidade Canelinha, no dia 27 de agosto.

Rozalba em depoimento à Polícia Civil – Foto: Reprodução/NDRozalba em depoimento à Polícia Civil – Foto: Reprodução/ND

A reportagem do ND+ entrou em contato com a assessoria do IGP (Instituto Geral de Perícias) de Brusque, responsável pelo procedimento. Eles não divulgaram detalhes sobre o conteúdo do teste, nem a forma que foi aplicado. O motivo é pelo processo estar em segredo de Justiça. 

Motivo do exame

A defesa de Rozalba alega que o histórico de abortos recorrentes que ela teria sofrido possa ter influenciado de alguma forma no psicológico. Segundo o documento apresentado à Justiça, um dos abortos ocorreu há sete anos e o outro no início de 2020.

Ministério Público foi contra

Segundo os promotores Alexandre Carrinho Muniz e Mirela Dutra Alberton, não foi comprovado “que a acusada se enquadra nos conceitos aceitos pela medicina como de mulher que teve abortos recorrentes”.

No dia em que foi presa, Rozalba foi submetida a um exame pericial pelo IGP. A análise mostrou que ela apresentava “bom estado geral, orientada no tempo e espaço”.

Juiz aceitou pedido

Apesar da declaração do MPSC, o juiz Luiz Fernando Pereira de Oliveira, da comarca de Tijucas, entendeu que é preciso “assegurar à defesa os instrumentos necessários para que desenvolva a sua linha raciocínio”.

O juiz disse que a Justiça “não dispõe de qualificação técnica para apreciar a condição de saúde de uma pessoa”. A argumentação indica ser necessário um médico e eventuais documentos e histórico de tratamento da acusada.

O que diz a psicologia

Conforme Maíra Marchi Gomes, psicóloga da DPCAMI (Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso) de São José, a motivação do crime pode ter sido influenciada por vários fatores externos.

Um deles pode ser a pressão da sociedade para uma mulher se tornar mãe, e até uma possível violência que ela possa ter sofrido ou presenciado.

“É um caso grave com múltiplos fatores. Pode ter sido um surto psicótico, em que no momento do crime, ela perde o controle mental. Ou crime de perversão mesmo, a chamada psicopatia”, explica a psicóloga.

Obsessão em ser mãe

Em setembro, a reportagem do ND+ conversou com uma fonte ligada à acusada, que pediu para não ser identificada. A fonte informou que Rozalba nunca teve comportamentos “fora do normal”. Ela diz que a suspeita sempre foi “divertida, alegre, brincalhona”.

A pessoa também explicou que Rozalba tinha desde cedo o sonho de se tornar mãe, algo que com o tempo virou uma obsessão.

A Polícia Civil acredita que mais de 10 mulheres foram assediadas por ela. Os contatos, que ocorreram desde janeiro, foram feitos na tentativa de conquistar a confiança das grávidas, para então executar o crime premeditado.

Assista a confissão de Rozalba:

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