Testemunhas negam possível roleta-russa em morte de jovem com tiro na cabeça no Sul de SC

Lucas Speck Rodrigues, de 23 anos, morreu na noite de 4 de abril em um sítio no interior de Pedras Grandes; informações preliminares apontavam que jovens estariam brincando de "roleta russa"

A Polícia Civil segue investigando a morte de Lucas Speck Rodrigues, de 23 anos, que morreu com um tiro na cabeça no início de abril em uma suposta brincadeira de roleta-russa, na cidade de Pedras Grandes, no Sul de Santa Catarina. Mais de dez testemunhas, todos amigos da vítima, já foram ouvidas até esta terça-feira (20). Todas negaram a possibilidade de “roleta-russa”.

Lucas Speck Rodrigues, de 23 anos, chegou já sem vida ao hospital – Foto: ReproduçãoLucas Speck Rodrigues, de 23 anos, chegou já sem vida ao hospital – Foto: Reprodução

Segundo a delegada Gabriela Tisott Fruet, responsável pelo caso, ainda falta ouvir outras testemunhas. Mais de dez pessoas estavam no sítio, localizado na comunidade de Ribeirão da Areia, no interior do município, no dia do acidente com a arma.

Segundo as oitivas, o jovem manuseava a arma no momento em que o revólver disparou acidentalmente contra ele.

“Havia um grande número de pessoas no sítio. Nenhuma das testemunhas apontou a hipótese de roleta-russa até momento. Narraram apenas que ele [Lucas] estava em posse da arma e ela disparou acidentalmente. Vamos ouvir as demais testemunhas para ver se há alguma divergência nos depoimentos”, relata a delegada.

Ainda conforme Fruet, o jovem não tinha registro ou porte de arma de fogo e, portanto, não poderia mexer no revólver. O sítio onde os jovens estavam não pertencia a família da vítima. Não foi revelado de quem é a propriedade. As oitivas das demais testemunhas seguem nos próximos dias.

Entenda o caso

Morador da cidade Morro da Fumaça, Lucas Speck Rodrigues morreu no dia 4 de abril, noite de Páscoa, após levar um tiro na cabeça. Ele estava em um sítio, no interior de Pedras Grandes, com amigos.

Por volta das 19h40, a Polícia Civil foi acionada para verificar uma ocorrência de disparo de arma de fogo, sendo que a vítima estava no pronto-atendimento do Hospital São José, em Criciúma.

Informações preliminares apontavam que o jovem estaria participando de uma brincadeira conhecida como “roleta-russa”

A roleta-russa é um jogo de azar em que os participantes deixam uma única bala no tambor de um revólver, posicionam a arma contra si ou contra outra pessoa e apertam o gatilho sem saber se vai disparar ou não.

O jovem chegou ao hospital já sem vida, levado em um veículo por outros dois homens, amigos da vítima. Ambos já foram ouvidos pela Polícia Civil.

Na semana seguinte à morte, a investigação chegou ao nome dos amigos que teriam deixado o jovem no hospital. À época, sob a responsabilidade do delegado Gabriel Luiz Marcondes, o inquérito foi tratado como suposto “induzimento ou instigação ao suicídio com resultado morte”, o que ainda não teria se comprovado.

A delegada afirma que as investigações seguem e pede a contribuição de possíveis testemunhas ainda não identificadas. Caso alguém saiba de algo ainda não relatado, deve entrar em contato com a Delegacia de Pedras Grandes.

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Polícia

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