Vassoura vira arma em agressão contra protetora de animais em Joinville

Protetora oferecia orientação sobre cão preso à corrente quando foi agredida pela tutora do animal na zona Sul da cidade

O que era para ser uma ação de orientação sobre os cuidados com os animais acabou virando caso de polícia em Joinville, no Norte de Santa Catarina, na terça-feira (30), depois que uma protetora foi agredida.

A mulher, que atua na ONG Patinhas Carentes e prefere não se identificar, conta que estava no bairro Estevão de Matos, na zona Sul da cidade, quando observou um cão preso a uma corrente muito curta, que não oferecia bem-estar ao animal.

Protetora foi agredida ao tentar orientar tutora sobre cão preso à corrente – Foto ilustrativa: PixabayProtetora foi agredida ao tentar orientar tutora sobre cão preso à corrente – Foto ilustrativa: Pixabay

“O cachorro não estava mal tratado, mas a tutora estava agindo fora da lei porque ele estava em uma corrente com menos de um metro”, explica a protetora. Segundo ela, a abordagem é feita com delicadeza, com a intenção de orientar e não prejudicar o tutor.

O problema é que a tutora não gostou da ação e partiu pra cima da protetora com uma vassoura. “Perguntei a ela se poderia lhe orientar para não haver complicações futuras. Distraída, só desviei jogando meu corpo para o lado para não levar a vassourada”, fala.

Um boletim de ocorrência foi aberto por causa da agressão e a fiscalização também foi acionada para tratar do animal.

De acordo com a legislação municipal, é considerado maus tratos prender animais em correntes, guias e cordas, a não ser em casas e empresas que não sejam cercadas ou muradas. Nesse caso, a corrente deve estar presa a um cabo de aço no chão com medida mínima de três metros.

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