Vende-se rim? Entenda a história que está nas ruas de Joinville

Morador anunciou a venda de um rim e de um fígado em vários pontos da cidade; vender órgãos é crime segundo a legislação brasileira

Quem costuma andar pelas ruas de Joinville talvez já tenha visto um cartaz que anuncia a venda de um rim. O anúncio tem gerado curiosidade nas redes sociais e, principalmente, levantado a discussão sobre a legitimidade da venda.

Um dos anúncios foi fixado em frente ao Hospital São José – Foto: Juliane Guerreiro/NDUm dos anúncios foi fixado em frente ao Hospital São José – Foto: Juliane Guerreiro/ND

Pois segundo o anunciante a propaganda é mesmo séria. Maurício Sousa Almeida tem 34 anos, mora em Joinville há cerca de um ano e é o responsável pela estratégia de marketing curiosa.

“Estou vendendo porque preciso do dinheiro e escolhi anunciar nas ruas porque não estou fazendo segredo. Todo lugar que eu ando eu coloco um cartaz”, conta.

Segundo ele, já apareceram interessados, mas nenhum negócio foi fechado. “Sempre aparece um ou outro interessado, mas as pessoas não levam adiante porque ficam constrangidas em fazer um negócio com órgãos. Mas eu não ligo, pra mim é natural”, destaca.

Maurício conta que fixou cerca de 300 cartazes pelas ruas, anunciando a venda de um rim por R$ 100 mil reais. Ele afirmou que tem um plano para usar o dinheiro, mas não disse qual é.

Polícia Civil investiga o caso

Apesar de chamar a atenção, a prática de venda de órgãos é considerada crime no Brasil. Segundo a lei 9.434/97, comprar ou vender tecidos, órgãos ou partes do corpo humano pode resultar em pena de reclusão de três a oito anos e vale para quem promove, intermedeia, facilita ou obtém qualquer vantagem com a transação.

O anúncio feito por Maurício já está sendo investigado pela Polícia Civil de Joinville, que o chamou para ser ouvido na delegacia. A reportagem procurou o delegado responsável pelo caso, mas ele não respondeu até o momento.

Maurício diz que não está preocupado. “A polícia mandou intimação tem quase um mês e até agora não deu em nada. Eu não tenho razões para me preocupar”, afirma.

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