VÍDEO: Novas imagens mostram agressões e atropelamento no caso da Ponte Hercílio Luz

Cenas de horror ocorreram no sábado (10) na Grande Florianópolis, com condutor de um Audi que teria envolvimento com facção criminosa

Novas imagens obtidas pelo ND+ sobre o caso do motorista de um Audi preto que causou caos na Ponte Hercílio Luz durante a noite de sábado (10), revelam momentos em que o veículo derruba uma motociclista e cenas de agressão.

Segundo as últimas informações das autoridades, apesar de o veículo ter sido localizado e guinchado durante a noite, os suspeitos ainda não foram identificados nem localizados.

Conforme o relato de uma testemunha, policiais disseram que um dos integrantes do grupo que estava no carro era líder de uma facção criminosa. As investigações continuam na Polícia Civil.

Assista ao vídeo:

Entenda o caso

Tudo começou por volta das 22h, quando o condutor de um Audi preto, que seguia em alta velocidade, queria atravessar a ponte. A passagem de veículos é proibida durante os finais de semana. Outras três pessoas estavam no Audi.

Foi então que um pedestre alertou o grupo dentro do Audi sobre a proibição e foi agredido, junto com uma mulher que o acompanhava. Os criminosos, segundo uma testemunha, estavam “visivelmente drogados” e cometeram as agressões diante de “muitas pessoas e crianças”.

“Foi uma cena de horror”, contou a testemunha, que registrou um boletim de ocorrência anônimo. Segundo ela, os criminosos agrediram um senhor e sua esposa “covardemente”.

A mulher “começou a gritar, pedindo que parassem, quando um deles foi para cima dela, desferindo vários golpes na cabeça”, disse. Ainda conforme o relato, as vítimas estavam acompanhadas de duas crianças e outra mulher, que conseguiram fugir. “Uma outra mulher que estava no local também foi agredida”.

“Começaram a gritar para alguém pegar o número da placa”, relatou a testemunha. Neste momento, um dos criminosos arrancou as placas do veículo. Outro baixou as calças e mostrou as nádegas para as pessoas que estavam na passarela. Os agressores ainda jogaram cones em quem estava no local, atingindo uma mulher.

O fato, de acordo com o relato, durou cerca de 10 minutos. Após as agressões, os criminosos fugiram do local em alta velocidade. Nesse momento, inclusive, bateram em uma moto, derrubando o motociclista. Na saída, os agressores ainda deixaram para trás um dos comparsas, que foi “arrastado” pelo carro, disse a testemunha.

Críticas ao comportamento policial

Os dois relatos sobre o caso têm em comum as críticas à postura das forças de segurança na ocorrência. “A Guarda Municipal passou pelo local e foi atrás dos agressores. Minutos depois chegou de volta, junto com a PM [Polícia Militar]”, afirmou a testemunha.

Ainda conforme o relato, os policiais disseram que um dos integrantes do grupo era líder de uma facção criminosa e, portanto, “não podiam fazer nada”, segundo a testemunha. “Não deram o acolhimento devido”, reclamou.  Ela contou, ainda, que houve múltiplas tentativas de ligar para o 190 e que “não atenderam ou caía a ligação”.

Carro foi apreendido pela PM

A reportagem da NDTV entrou em contato com as forças de segurança de Florianópolis sobre a ocorrência. O comando da GMF (Guarda Municipal de Florianópolis) informou que iniciou uma perseguição ao Audi assim que soube da ocorrência.

A GMF foi atrás do veículo até uma comunidade no Morro da Caixa, já na região continental da Capital. No entanto, por se tratar de uma área vulnerável, os agentes não poderiam entrar.

A partir daí, a PM foi avisada sobre o caso. O órgão emitiu uma nota, na qual relata que conseguiu localizar o Audi e o carro foi apreendido. No entanto, nenhum dos suspeitos foi encontrado até o início da tarde desta segunda-feira (12).

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