VÍDEO: mulher leva “filho” para tomar banho em pet shop e o recebe morto: “quero justiça”

Fato ocorreu em Brasília, na quarta-feira (15), e Larissa Carvalho, tutora do cachorrinho Flock, publicou um vídeo pedindo ajuda "para fazer justiça"; caso é investigado pela polícia

Uma mulher publicou um vídeo em desespero pedindo por justiça na noite desta quarta-feira (15), após mandar seu cachorro para tomar banho em uma pet shop e o receber morto em Brasília.

“Eu acabei de levar meu filho para tomar banho e devolveram meu filho morto”, desabafou aos prantos Larissa Carvalho, com o pet da raça Spitz Alemão, chamado Flock, no colo. A clínica veterinária emitiu uma nota sobre o ocorrido na quinta-feira (16).

Mulher recebeu o cachorro morto após levá-lo para tomar banho em pet shop de Brasília – Foto: Reprodução/Redes SociaisMulher recebeu o cachorro morto após levá-lo para tomar banho em pet shop de Brasília – Foto: Reprodução/Redes Sociais

“Devolveram meu filho morto! Me ajudem a denunciar, gente. Ele estava bonzinho, nunca teve problema de saúde, devolveram meu cachorrinho morto. Pelo amor de Deus, me ajudem a fazer justiça”, completou a tutora, no vídeo publicado em sua conta no Facebook.

Veja o vídeo:

Tutora desabafa aos prantos após receber cachorro morto de pet shop – Vídeo: Reprodução/Redes Sociais

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O caso ocorreu na Veterinária Personal Dog, que se manifestou por meio de uma nota oficial. Leia na íntegra:

“Ontem, dia 15 de setembro de 2021, recebemos a senhora Larissa Carvalho e seu cão, o spitz alemão FLOCK, para realização de banho. O animal foi recepcionado na Clínica Veterinária Personal Dog às 9:30h e estava aparentemente saudável e bem.

O banho foi feito sem intercorrências. Passou-se então para a secagem dos pelos de FLOCK, com secador comum e utilizando as melhores e seguras práticas veterinárias. Durante esse processo, por volta das 11:00h, notou-se que Flock havia desmaiado, sendo trazido às pressas para a Clínica. O animal foi examinado e recebeu todos os procedimentos de primeiros socorros aplicáveis, incluindo técnicas de reanimação cardiorrespiratória.

Flock estava hipotenso e, apesar de todos os esforços de nossa equipe, não melhorou. Ao meio-dia seu falecimento foi infelizmente constatado, sendo a senhora Larissa Carvalho imediatamente contatada e avisada a respeito do acontecido.

Nós, da Personal Dog, nos solidarizamos com a família de FLOCK e entendemos perfeitamente a dor que a morte de um animal querido causa a uma família. Dessa maneira, colocamos-nos à disposição para quaisquer esclarecimentos necessários à família ou autoridades sobre o ocorrido, reforçando nosso posicionamento a favor dos animais e seu bem-estar.”

Caso é investigado pela polícia

De acordo com informações do jornal Correio Braziliense, o corpo do cachorro foi levado à UnB (Universidade de Brasília), onde passará por necropsia para apurar a causa da morte. O exame deve ser concluído em 30 dias.

“Tiraram a oportunidade da tutora de poder encaminhar o animal para um centro intensivo, onde ele pudesse receber um tratamento veterinário adequado ao caso. Ao invés deles tentarem se desculpar, foram registrar ocorrência preocupados com possível dano moral. Ainda estão cobrando o valor do atendimento, cerca R$ 1,2 mil de procedimento veterinário da reanimação”, detalhou a advogada de Larissa, Ana Paula de Vasconcelos, ao Correio Braziliense.

O caso foi registrado na 5ª Delegacia de Polícia (Asa Norte) de Brasília, com dois boletins de ocorrência diferentes: um feito pela tutora do animal, pelo crime de tortura, e outro feito pelo dono do pet shop.

Os responsáveis pelo local alegam o crime de danos por parte de Larissa Carvalho, como revelou a advogada ao jornal. Segundo ela, a tutora teria se descontrolado, esbarrado em itens da loja e trocado ofensas com os funcionários e responsáveis pelo estabelecimento.

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Polícia

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