Vítima pode ter sido atropelada duas vezes na SC-401, em Florianópolis

Polícia Civil identificou condutor do veículo que perdeu placa no acidente; suspeita é de que a vítima já estaria caída na pista quando o automóvel a atropelou

A polícia suspeita que Rafael Medeiros da Silva, de 36 anos, vítima de atropelamento na SC-401, em Florianópolis, na madrugada da última segunda-feira (11), possa ter sido atropelado mais de uma vez.

Vítima foi encontrada já sem vida no rodovia – Foto: Osvaldo Sagaz/NDTVVítima foi encontrada já sem vida no rodovia – Foto: Osvaldo Sagaz/NDTV

O corpo da vítima foi encontrado pelo Corpo de Bombeiros Militar próximo ao trevo de acesso a Jurerê, sentido bairro, já sem vida.

O IGP (Instituto Geral de Perícias) recolheu a placa de um veículo próximo ao local do acidente. A Polícia Civil identificou o proprietário do veículo que havia caido a placa e tomou depoimento nesta semana.

O modelo e município de origem da placa não foram revelados. Porém, o delegado Alber Rosa de Figueiredo, da 7ª Delegacia de Polícia Civil da Capital, e responsável pela investigação, afirmou à reportagem do ND+ que não havia marcas no veículo que caracterizassem que ele havia atropelado alguém.

O condutor contou à polícia que, quando trafegava pelo local onde o corpo foi encontrado, devido a falta de visibilidade, achou que tivesse passado com o carro “por cima de um tronco de árvore”.

A suspeita é que Rafael já estivesse caído na pista no momento e que a situação possa ter gerado um possível “segundo atropelamento”.

Laudo deve confirmar motivo da morte

“Apenas o laudo pericial poderá nos confirmar se ele já havia sido atropelado anteriormente e, por isso, estaria caído na pista. Existe também a suspeita de que ele tenha tido um mal súbito e, por este motivo, tenha caído na via. Porém, isso apenas o laudo poderá nos confirmar”, reforça o delegado.

A reportagem questionou se existe a suspeita de Rafael ter sido morto após sofrer algum tipo de agressão e alguém ter deixado o corpo dele no local, porém, Figueiredo reiterou que, em um primeiro momento, a investigação aponta a causa da morte como atropelamento.

“No local do acidente é difícil de andar, é muito estranho um corpo estar ali, não tem por onde sair. Pelo horário que aconteceu [durante a madrugada], estava muito escuro, chovendo, existem várias possibilidades”, explica o delegado.

Uma tia da vítima registrou um boletim de ocorrência no dia do atropelamento. Até a noite desta quarta-feira (13) não há informações se Rafael morava na região ou se havia algum motivo para estar andando no local durante a madrugada.

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