Quadrilha presa neste fim de semana é a mais violenta e a mais organizada

Cada integrante tem uma função distinta, desde a preparação para detonar as bananas de dinamite até contenção e a fuga dos comparsas

A quadrilha presa neste final de semana é a mais violenta e a mais organizada nas  explosões a caixas eletrônicos no Estado.  Com os bandidos foram apreendidos maços de cédulas de 100, 50 e 20 reais  enterrados nos fundos da casa de um suspeito, além de  20 quilos de dinamite, sete coletes balísticos com proteção dupla de chumbo, fuzis ( Fal 7.62 ,  Mini Ruger 1.30) espingarda calibre 12 automática, pistola 9mm, celulares e quites de sobrevivência na mata.

 
De acordo com o titular da Deic ( Diretoria Estadual de Investigações Criminais) Laurito Akira Sato,  o grupo era investigado em ações ocorridas no Norte do Estado,  Alto Vale do Itajaí, Grande Florianópolis e Oeste do Estado. “Temos 33 inquéritos policiais que apontam esta quadrilha”, disse Akira, que tomou posse na Deic há duas semanas.

O delegado Cláudio Monteiro, no rastro do bando há mais de dois meses, afirmou que cada integrante da gangue tem uma função distinta: o blaster ( é o encarregado de preparar e explodir as dinamites), os que ficam na retaguarda, como olheiros, verificando a aproximação da Polícia e os que têm a missão de dar fuga para os companheiros que recolhem o dinheiro.

Como as armas nunca ficam com a quadrilha,  são alugadas na maioria das vezes por traficantes, o delegado Cláudio Monteiro concluiu que os caixeiros, que iniciaram em Joinville utilizando maçaricos, fazem parte da “indústria do crime”. “Eles estão ligados com traficante de drogas,  traficantes de armas e ladrões de carros. Certamente, o dinheiro levantando nestas ações é  utilizado no tráfico de drogas”, contou.
A busca a quadrilha  iniciou às 4h do último sábado. Munidos de mandados de prisão e de busca e apreensão, cerca de 40 policiais da Deic saíram em comboio de Florianópolis para cumprir as ordens judiciais em Joinville, Barra Velha, Ilhota, Penha e Itajaí.

 Durante o cerco na casa de Orlandinho Teske, em Barra Velha,  ele reagiu a prisão, atirando de  pistola 9mm em direção aos policiais. A reação veio rápido e o criminoso foi baleado no ombro.
Enquanto isso, os policiais da Deic com a ajuda de PMs do Batalhão de Operações Policiais Especiais, seguiam prendendo o restante do bando que não reagiu.  Foram capturados Jonatas Rafael Fischer, 28, José Luiz Freitas, 34, Jucemar Freitas, 23 e Elias Santos Moraes, 29.  O suspeito baleado em Barra Velha, Orlandinho Teske foi removido para o Hospital de Joinville.

O restante da quadrilha interrogada na Deic, para onde também foram levados o material apreendido com a gangue. Apenas Elias Santos Moraes, foi liberado porque não havia ordem de prisão contra ele.  “Elias  faz parte da quadrilha, vamos buscar provas e requisitar a prisão dele”, comentou  o delegado Diego Gonçalves. O diretor da Deic, disse que as armas que apareciam nas filmagens das câmeras das agências invadidas eram os dois fuzis e a espingarda calibre 12 apreendida com o bando e expostas à imprensa.

Desde 2010, quando começaram as explosões, foram registrados no Estado 65 ataques. Neste período ocorreram 75 prisões e quatro suspeitos mortos em confronto. 

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