Respiradores fantasmas: chefe do MPSC enaltece cobertura da imprensa

Fernando da Silva Comin destacou a importância da transparência em toda as apurações e por isso pediu quebra de sigilo ao TJSC

O Chefe do Ministério Público de Santa Catarina, Fernando da Silva Comin, ganhou destaque na manhã de toda Santa Catarina neste sábado (9). Esteve à frente da ação da força-tarefa que desencadeou a Operação O2 (oxigênio). O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) e a Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC) cumpriram 35 mandados de busca e apreensão e sequestro de bens em quatro estados da federação.

Logo após a ação, Fernando da Silva Comin, o Delegado-Geral da Polícia Civil, Paulo Norberto Koerich, e o Presidente do TCE, Adircélio de Moraes Ferreira Júnior conversaram com a imprensa por videoconferência. De acordo com o chefe do MPSC, as frentes de investigação estão tendo total apoio dos órgão do governo do Estado. Após esclarecer todos os pontos e responder a inúmeras perguntas, Comin fez questão de encerrar com um pronunciamento no qual elogiou e defendeu o trabalho da imprensa.

Fernando Comin, chefe do MPSC – Foto: ReproduçãoFernando Comin, chefe do MPSC – Foto: Reprodução

“Com base na transparência, publicidade e no direito da sociedade e da imprensa de ter acesso a essas informações, vamos requerer ao Tribunal de Justiça o levantamento do sigilo das investigações. Esse é um procedimento padrão das investigações dos Gaeco e do Ministério Público. Nós entendemos que dessa maneira a sociedade pode, sob seu escrutínio, em conjunto com a imprensa e com os demais órgãos envolvidos, promover o aperfeiçoamento do nosso Estado e das nossas instituições. Sobretudo nesse momento de crise e pandemia, no qual algumas pessoas estão se valendo de algumas fragilidades em processos de compra para alcançar objetivos escusos em prejuízo da sociedade e da saúde das pessoas. Agradeço uma vez mais o trabalho sério e comprometido da imprensa livre do nosso Estado”, disse Silva Comin, ao fim da entrevista coletiva.

Leia também:

Assista ao vídeo na íntegra:

As palavras do chefe do MPSC vão em oposição às palavras do governador Carlos Moisés. Sem citar nomes, o governador criticou a cobertura da imprensa no caso dos respiradores comprados pelo Executivo sem licitação e com pagamento adiantado de R$ 33 milhões que ainda não chegaram a Santa Catarina.

“O governo foi execrado por pagar adiantado, eles (os jornalistas) fizeram tudo errado. Eu vi jornalistas aqui de Santa Catarina induzindo nas suas entrevistas, como se fosse uma autoridade policial ou um promotor, que estes sim têm que fazer suas oitivas, tem que indagar. Ele (jornalista) fez a persecução criminal, a persecução criminal, na frente das câmeras. Acho que nós precisamos renovar esse conceito”, disse Moisés.

+

Segurança