Setor de segurança pública enfatiza trabalho conjunto para combater criminalidade em Joinville

Objetivo da operação é desarticular as ações da facção criminosa PCC na cidade e dar mais tranquilidade à população

Divulgação/ND

“Nós conseguimos monitorar as áreas e efetuar as prisões”, explica o delegado da Policia Civil João Adolpho Fleury

Após as prisões ocorridas na tarde de quarta e quinta-feira (3) em Joinville, as polícias Civil e Militar e o Gaeco (Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado) demonstram a importância do trabalho em conjunto para combater a criminalidade na cidade.

Desde o início da operação, em fevereiro, já foram presas 48 pessoas com possível envolvimento em homicídios e tráfico de drogas. Entre os detidos, personagens apontados pela polícia com cargos da alta hierarquia da facção criminosa paulista PCC (Primeiro Comando da Capital).

De acordo com o delegado da Policia Civil João Adolpho Fleury, as prisões têm sido feitas dentro do tempo adequado e norteadas através do estudo da inteligência da operação. “Nós conseguimos monitorar as áreas e efetuar as prisões. E, à medida em que estas prisões vão ocorrendo, os traficantes vão se sentindo acuados e começam a se movimentar. Tudo isso é fruto da integração entre a Gaeco, polícias Civil e Militar”, afirma.

Como exemplo, o delegado cita as prisões ocorridas no bairro Vila Nova, em que quatro adultos e um adolescente foram presos, preparando entorpecentes que seriam distribuídos em “bocas de fumo” no bairro Jardim Paraíso. Um dos presos, Marcos Alves da Veiga, segundo a polícia, é tio de Rodrigo Geraldo Pereira, o “Killer”, um dos cabeças do PCC na região.

Foram aprendidos uma pistola, um revólver calibre 38, 16 munições, 688 buchas de crack, 299 buchas de cocaína, 19 gramas de crack e 11 gramas de cocaína em estado bruto. “É importante ressaltar que todas as prisões possuem ligação e que algumas não têm sido divulgadas para não atrapalhar as investigações. Mas entre elas estão os principais líderes da facção”, destaca.

Dar uma resposta à população, que vinha assustada com tantas ocorrências de morte violentas, é para o comandante do 8º BPM (Batalhão da Policia Militar), Jofrey Santos Silva, a prioridade deste trabalho que uniu as policias. “É um trabalho inédito, e estamos totalmente envolvidos neste problema. E estamos contentes porque estamos conseguindo resultados. e tem sido uma sinergia muito boa, se depender de nós, isso não vai mudar”, conclui.

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