Altair Magagnin

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Três dias após início de rumores, governo de SC revela motivo da saída de Akira Sato

Explicações, 72 horas depois, não citam o suposto escândalo de interferência nas investigações de um eventual caso de corrupção em licitação para contratar empresa de tecnologia, veja o motivo

Três dias depois do início das especulações de que o delegado-geral Laurito Akira Sato teria pedido demissão, o governo do Estado confirmou a saída do chefe da Polícia Civil nesta segunda-feira (4). O motivo da saída, depois de apenas 15 dias no cargo, chama atenção.

Akira Sato, oficialmente ex-delegado-geral da Polícia Civil – Foto: Cristiano Estrela/Divulgação/NDAkira Sato, oficialmente ex-delegado-geral da Polícia Civil – Foto: Cristiano Estrela/Divulgação/ND

“O delegado Akira Sato se afasta do comando da corporação por razões de foro íntimo relacionadas exclusivamente à questões de saúde”, informou o governador Carlos Moisés (sem partido), no texto de uma nota oficial.

Procurado pelo ND+, Akira Sato afirmou que não pretende falar neste momento.

Marcos Ghizoni assume em meio a suspeita de escândalo

Novo delegado-geral da Polícia Civil, Marcos Ghizoni terá um grande desafio pela frente. Quinze dias depois de ser anunciado como novo delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, confirma-se a especulação de que Laurito Akira Sato fosse deixar o cargo.

Sato teria se sentido coagido com um pedido para substituir o delegado Rodrigo Schneider, chefe da Cecor (Coordenadoria Estadual de Combate à Corrupção), responsável pelas Decor (Delegacias de Polícia Especializadas no Combate à Corrupção).

As investigações no caso de suposta corrupção em uma licitação no Porto de São Francisco do Sul estariam sob coordenação de Schneider.

O deputado estadual Ivan Naatz (PL) anunciou que pretende convocar Akira Sato, ou seu sucessor, para explicar este fato. Naatz falou em “uma empresa de coronéis para fraudar o governo”.

A empresa responsável pelo contrato, que na época se chamava Iosec e hoje se chama Ceon, negou que haja qualquer tipo de irregularidade.

Sexta-feira, já demissionário, Sato continuou oficialmente no cargo, conforme informação do “Diário Oficial do Estado”.

Sato foi escolhido pelo governador Carlos Moisés (sem partido) para substituir Paulo Koerich, que foi o primeiro nome anunciado para o alto escalão de governo.

Dois nomes foram citados como possíveis sucessores de Sato. O delegado Marcos Ghizoni, que foi delegado-geral-adjunto no gestão de Raimundo Colombo e promovido a delegado-geral quando o vice Eduardo Moreira assumiu, com a renúncia do titular para concorrer ao Senado nas eleições de 2018.

Politicamente, a indicação caberia ao MDB-SC. Com bom trânsito político, Ghizoni teria sido o plano A de Moisés na sucessão de Koerich, mas declinou. Ele chegou a repetir o gesto de recusar, mas finalmente aceitou.

Nesse meio tempo, passou a ser favorito o delegado Rafaello Ross, que foi delegado regional de Mafra, onde acabou sendo afastado do cargo por suspeita de improbidade administrativa no caso de uma máquina jukebox, e assumiu a DIC de Joinville.

Diante dos desgastes, que se arrastaram durante todo o fim de semana, Ghizoni foi convencido a assumir o posto.

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