Vandalismo em cemitério em Joinville revolta moradores

Esquadrias de alumínio, cobre e porta-velas são furtados com frequência, moradora fez um desabafo e um apelo: "enquanto tiver pessoas que compram eles não vão parar de destruir"

Não é de hoje que os cemitérios de Joinville e região são alvo de vandalismo. A depredação revolta quem tem entes queridos nesses locais, além de ser um desafio para o município, que não consegue colocar segurança 24 horas em todos os cemitérios, faz apenas rondas.

Marilete da Luz Lima, moradora bairro Itaum, fez um desabafo nesta semana em sua rede social. Há sete anos, desde que perdeu o filho Rafael Ricardo de Lima, vai todas as semanas visitá-lo no Cemitério Nossa Senhora Aparecida, no Itaum.

Depredação no jazigo de Rafael Ricardo de Lima, no Cemitério Municipal do Itaum: esquadria de alumínio, fotos e flores e até azulejos foram levados – Foto: Arquivo pessoal/Divulgação ND

No último sábado, dia 31, Marilete teve uma triste surpresa ao visitar o túmulo do filho.

“Quando entrei, pelo portão 2, na parte de baixo, já observei vários túmulos e jazigos violados. Fui chegando perto de onde está enterrado meu filho e vi tudo depredado. Fiquei chocada, muito triste e revoltada”, conta Marilete.

Esquadrias de alumínio, cobre, porta-velas, tudo foi levado. E o que os vândalos não puderam retirar, eles quebraram, inclusive azulejos e vasos de flores, segundo Marilete.

A capelinha que havia no jazigo do filho estava sem o alumínio, sem as fotos, sem flores, sem nada.

O túmulo do lado, que é do vó do cunhado, arrancaram os azulejos, tudo. Me admiro que ninguém viu.

“Aqui sempre tem vandalismo. E o que eles não conseguem levar, quebram”, continua a moradora do Itaum.

Abalada com a situação, Marilete afirma que saiu do cemitério naquela manhã e encontrou dois rapazes na rua Florianópolis vendendo as esquadrias de alumínio para um carro de sucata, que estava parado em um posto de gasolina.

“Eu parei o carro e fui falar com eles. Eles tiveram a coragem de pedir R$ 3  por quilo do alumínio. Estavam com umas 50 esquadrias de alumínio nas mãos. Quero descobrir onde é essa sucata em Joinville porque enquanto tiver pessoas que compram eles não vão parar de destruir”, desabafa a moradora.

Marilete ligou à noite para uma amiga, que tem parentes naquele cemitério. Essa amiga, que não quis se identificar, também reclamou de frequentes atos de vandalismos no cemitério do Itaum.

O que diz a Prefeitura

A Prefeitura de Joinville informou que tem contrato de vigilância nos cemitérios. As rondas são realizadas seguidamente, porém nem sempre é possível identificar a autoria dos vandalismos que, infelizmente ocorrem nestes locais, principalmente no período noturno.

Nas redes sociais, são comuns reclamações de depredação nos cemitérios da região. Em Araquari, recentemente, uma moradora postou um texto de indignação falando que até as flores que levou para a filha foram furtadas. “Há dois meses minha filha faleceu. O único conforto que tenho é ir até o cemitério levar flores, limpar a lápide. Já é a segunda vez que levam as flores que eu trago para ela”, diz a moradora Fabiane Alves, fazendo um apelo para que os vândalos não façam mais isso.

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