VÍDEO: morte de homem negro gera protestos contra Carrefour

Manifestantes entraram em lojas de Brasília, Belo Horizonte e SP, em protesto após assassinato de homem negro por seguranças de uma outra unidade, em Porto Alegre

Várias manifestações populares estão ocorrendo, nesta sexta-feira (20), Dia da Consciência Negra, em unidades do supermercado Carrefour pelo Brasil.

Pessoas invadiram uma unidade do Carrefour, em Brasília, em protesto contra racismo – Foto: Reprodução/Instagram

Os protestos acontecem após a morte de um homem negro por seguranças do supermercado, na noite desta quinta (19), em outra unidade do Carrefour, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, foi brutalmente assassinado por seguranças do estabelecimento após ter sido espancado até a morte.

Manifestantes entraram no supermercado da 402 Norte, em Brasília, com cartazes que pediam justiça pela vítima e gritando “Eu não consigo respirar”, “Justiça para Beto”  e “Vidas negras importam”.

Veja o protesto em Brasília:

Em Belo Horizonte, os manifestantes invadiram o Carrefour do Shopping Cidade, no centro da capital mineira. Eles declararam: “Nós viemos em paz para os trabalhadores. Para os empresários, para o Carrefour é guerra!”.

Após gritos de protesto, ‘Assassinos’ e ‘racistas’, a unidade acabou fechando as portas em Belo Horizonte. Também houveram atos de protesto na loja da Barra, no Rio de Janeiro, e na Avenida Paulista, no centro de São Paulo.

Manifestantes tacam fogo em Carrefour de SP

Durante a 17º Marcha da Consciência Negra, manifestantes em São Paulo pediram justiça por João Alberto. O protesto começou por volta das 16h no vão do Masp (Museu de Arte de São Paulo), na Paulista, e seguiu para o Carrefour da Rua Pamplona, no bairro dos Jardins, região central de São Paulo.

Manifestantes tacam fogo em Carrefour de SP – Foto: Reprodução/Metrópoles/ND

Parte dos manifestantes jogaram pedras e pedaços de pau na fachada do prédio de vidro do shopping onde fica o supermercado. A parte interna da loja também foi danificada, com vidros quebrados e derrubados no chão. A unidade fechou as portas com clientes dentro. A polícia fechou parte da rua para dispersar os manifestantes.

Conforme informações do Metrópoles, os manifestantes tinham como grito de guerra “não saquear” os produtos do mercado, apenas danificar o local.

Quem era a vítima

Conhecido como João Beto pelos amigos, a vítima morava em uma comunidade na Vila Farrapos, zona norte de Porto Alegre. Ele era bastante querido pelos amigos. João Beto deixa esposa de 43 anos, a cuidadora de idosos Milena Borges Alves.

Os autores do homicídio, os dois seguranças, que foram identificados como Magno Braz Borges e Giovane Gaspar da Silva, foram autuados por homicídio qualificado. Um deles é policial militar e o outro é segurança do Carrefour.

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