Natália Falavigna descarta lutar na Rio-2016 e passa a integrar grupo técnico

Sem competir atualmente, mas não aposentada do esporte, medalhista olímpica integrará comissão para preparar atletas para os Jogos Olímpicos 

Divulgação

Medalhista de bronze no taekwondo na Olimpíada de Pequim-2008 e campeã mundial em 2005, a brasileira Natália Falavigna descartou defender o Brasil nos Jogos Rio-2016. A revelação, no entanto, tem a ver com outro projeto da atleta. Ela foi contratada para integrar o grupo técnico da Confederação Brasileira da modalidade (CBTKD) que vai preparar os competidores brasileiros para o evento na Cidade Maravilhosa.

Falavigna foi agregada à comissão ao lado do treinador Carlos Negrão, que trabalha atualmente no Núcleo de Alto Rendimento (NAR), em São Paulo. Os dois trabalharão com o diretor técnico da CBTKD, Alexandre Lima. Os treinadores Carmen Pigozzi, Fernando Madureira e Júnior Maciel seguem na Seleção. O corpo técnico deverá fazer em breve uma reunião para definir as diretrizes e as funções de cada um.

Com esta nova função em sua carreira, Falavigna descartou disputar a Olimpíada Rio-2016. No entanto, a atleta garante não estar aposentada do esporte, mesmo em meio a um período de inatividade atualmente. E confessa que o passo dado dentro da CBTKD é o início de uma transição em sua carreira. 

– Por todo conhecimento que adquiri, sinto a necessidade de me doar e fazer algo para um bem coletivo. Momentaneamente  eu não irei para os Jogos Olímpicos como atleta. Como havia me lesionado bastante acabei por não avançar no ranking e não ter tanto ritmo.  Neste momento minha prioridade será ajudar a estruturar minha. Não significa que me aposentei. Ainda estou ativa, até porque não quero fazer nada de maneira brusca. Tudo aconteceu rapidamente. Vamos ver se gosto desse outro lado primeiro – falou a lutadora, em entrevista publicada no site oficial da confederação brasileira.

Projeto visa reerguer o taekwondo após queda de resultados

A contratação de Falavigna e Negrão faz parte de um plano da CBTKD para recolocar o Brasil no pódio olímpico. Em Atenas-2004, o Brasil não conquistou medalhas, mas colocou dois atletas nas semifinais. Quatro anos depois, Falavigna foi bronze em Pequim. Nos Jogos de Londres-2012, o país voltou a sair de mãos vazias. 

– Em 2012 não fomos bem e tivemos um retrocesso, então acredito que o nosso primeiro objetivo é retomar a linha evolutiva que foi interrompida entre 2012, e podemos fazer isto. Como já temos quatro vagas asseguradas pelo regulamento, temos a obrigação de no mínimo conseguir duas medalhas de bronze. E se tudo correr bem, fazer melhor que isto – falou Negrão.

A campanha nos Jogos Pan-Americanos de Toronto deste ano também ligou um sinal de alerta sobre o taekwondo brasileiro. Foram apenas duas medalhas de bronze conquistadas, ambas entre as mulheres (Raphaella Galacho e Iris Tang Sing). Foi a mesma performance obtida no Campeonato Mundial deste ano, na Rússia.

– Quero poder contribuir com o grupo de trabalho que se encontra hoje na confederação, com as peças novas que se juntarão e poder dar solidez a um projeto que também não pense só no agora mas possa ser a base de um trabalho a longo prazo. Não sou o tipo de pessoa que promete milagres, mas sim emprenho, profissionalismo, dedicação e muito trabalho – disse Falavigna. 

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