Bola de fogo rara risca noite em Chapecó e impressiona; VÍDEO

Estação de monitoramento em SC registrou o objeto que estava a cerca de 100 mil quilômetros por hora

Um fenômeno inusitado chamou a atenção de moradores de Chapecó, no Oeste Catarinense, na noite de terça-feira (25), por volta das 23h05. O meteoro estilo “bola de fogo” foi registrado pela estação de monitoramento de meteoros localizada no município de Monte Castelo, no Planalto Norte de Santa Catarina.

Estação de Monte Castelo, no Norte Catarinense, registrou o fenômeno – Foto: Jocimar Justino de Souza, membro da BRAMON/Divulgação/NDEstação de Monte Castelo, no Norte Catarinense, registrou o fenômeno – Foto: Jocimar Justino de Souza, membro da BRAMON/Divulgação/ND

De acordo com o responsável e membro da Bramon (Rede Brasileira de Monitoramento de Meteoros), Jocimar Justino de Souza, a presença desses objetos na atmosfera é comum. “Os meteoros acontecem todas as noites, existem vários tipos e o nome dele se dá pelo aspecto do meteoro. O “bola de fogo” ou “Fireball” (termo americano) trata-se de um meteoro que possui magnitude (brilho) acima do brilho do planeta Vênus. No caso dele, percebe-se um aumento repentino da luminosidade, característica de uma explosão”, explica.

A estimativa apurada pela estação de monitoramento, é de que o objeto estava a cerca de 100 mil quilômetros por hora, mas ainda não é possível precisar toda a trajetória. “O meteoro ficou visível para quem reside no Oeste sim, mas a duração dele foi rápida, de apenas quatro segundos. É muito provável que ele tenha ocorrido na Argentina, próximo da divisa com o estado gaúcho. Esse meteoro é um tipo de rocha que pode ser visto de uma distância muito grande”, detalhou.

Moradores avistam o clarão no céu que durou apenas quatro segundos – Vídeo: Jocimar Justino de Souza, membro da BRAMON/Divulgação/ND

Somente no ano passado, a Estação registrou mais de seis mil meteoros que foram visíveis no território catarinense. O Estado conta também com mais duas estações similares que estão ativas no momento, uma em Tangará e outra em Camboriú.

Os meteoros normalmente entram na atmosfera da Terra de 40 mil até 250 mil km/h. No entanto, “desaceleram rapidamente” enquanto voam pela atmosfera, de acordo com a Sociedade Americana de Meteoros. Devido ao calor, acabam queimando e se desfazendo em pedaços menores.

Jocimar Justino reforça que quando as pessoas notarem esses fenômenos, “é importante que registrem, fotografem, vejam se o meteoro vem da direita para esquerda, de baixo para cima, e anotem. Pois esses registros podem ajudar em novas pesquisas sobre o assunto”.

Recentemente em Minas Gerais, um meteoro foi visto pelos moradores, que teriam ouvido um barulho de explosão, sentido paredes e janelas tremendo. Um dia depois do acontecido, um mineiro ganhou a internet ao mostrar dando banho com detergente e limão, no suposto meteorito.

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