Entenda experimento que vai transformar homem em metade robô

O cientista britânico, de 62 anos, diagnosticado com doença do neurônio motor, vai se tornar o primeiro ciborgue do mundo

Um cientista com doença terminal está em uma missão para se tornar o primeiro ciborgue do mundo em uma tentativa de combater a perda muscular.

Diagnosticado com doença do neurônio motor, em 2017, Peter Scott Morgan, de 62 anos, quer aprimorar seu corpo em deterioração com um exoesqueleto de alta tecnologia e um computador que lê a mente. As informações são do jornal britânico, The Sun.

Peter quer usar um avatar digital no lugar de seu rosto enquanto seus músculos se enfraquecem. – Foto: The Sun/Reprodução/ND

Ele que é especialista em robótica e morador da Inglaterra, já diminuiu seu estômago para evitar a necessidade de um cuidador ao comer e ir ao banheiro.

Petter trocou também sua caixa de voz por uma digital. O estudo ganhou um documentário no canal Channel 4 “Peter: The Human Cyborg”, que começou a ser gravado logo após a descoberta da doença.

A expectativa é de que ele ande usando um exoesqueleto e tenha uma tela de computador para representar suas expressões faciais. “Quero ser cobaia humano para ver até onde podemos transformar a ficção científica em realidade”, comentou em entrevista.

Embora Peter permaneça extremamente positivo tem horas em que se sente triste. “Acho que a primeira vez que chorei foi quando olhei para minhas pernas e elas realmente estavam murchas”, relembra.

Peter ganhou apenas dois anos de vida dos médicos durante diagnóstico, o que indicava que deveria ter falecido no último ano. Ele espera que sua jornada possa salvar outras pessoas que sofrem da doença, já que a mesma deixa a mente totalmente funcional em um corpo que não pode  se mover.

Com uma equipe por trás do desenvolvimento da robótica, já foi criado um sistema de inteligência artificial que permite que ele use os olhos para controlar um avatar que fala com sua própria voz.

Uma cadeira de rodas também já foi criada e a peça avançada de engenharia inclui um laptop e um rastreador ocular. Outras funções corporais também foram substituídas, Peter agora é alimentado por um tubo e tem um cateter e bolsa de colostomia anexada.

A Fundação Scott Morgan, fundada por ele e o marido Francis, busca usar inteligência artificial, robótica e outros sistemas de alta tecnologia para transformar as vidas das pessoas “restritas pela idade, problemas de saúde, deficiência ou quaisquer outras desvantagens físicas ou mentais”, escreveu.

Em seu site, Peter disse que essa visão está longe de ser um sonho: “Estamos perto de mudar tudo, não estou morrendo, estou me transformando”.

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