Florianópolis se consolida como polo tecnológico no Brasil e no exterior

Ambientes e programas voltados à geração e desenvolvimento de empreendimentos contribuem para o avanço e conquistas do segmento na Capital

Com 42 praias e paisagens de tirar o fôlego, Florianópolis é um dos destinos turísticos mais procurados no Brasil e no mundo. O investimento em desenvolvimento econômico, social, urbanismo e qualidade de vida também rendeu à cidade o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) mais alto entre as capitais brasileiras, de 0,847, segundo o Atlas de Desenvolvimento Humano do país. A Ilha da Magia, como a Capital é conhecida pelas suas lendas, causos e criaturas fantásticas eternizadas na obra de Franklin Cascaes, também é chamada, nos últimos anos, de Ilha do Silício brasileira, devido ao crescimento de sua nova vocação econômica, a tecnologia.

Florianópolis reúne hoje pelo menos 3.941 empresas de tecnologia, que, com crescimento anual próximo de 15%, respondem por um faturamento de quase R$ 10 bilhões – Foto: Divulgação/NDFlorianópolis reúne hoje pelo menos 3.941 empresas de tecnologia, que, com crescimento anual próximo de 15%, respondem por um faturamento de quase R$ 10 bilhões – Foto: Divulgação/ND

Dados da Acate (Associação Catarinense de tecnologia) mostram que a Grande Florianópolis reúne hoje pelo menos 3.941 empresas de tecnologia, que, com crescimento anual próximo de 15%, respondem por um faturamento de quase R$ 10 bilhões.

Florianópolis também é destaque nacional. Além de ter a maior taxa de empresas por habitante do país (cinco empresas para cada mil habitantes), superando o município de São Paulo, é a 16a cidade com maior volume de empresas.

A capital catarinense conquistou ainda a posição de 15ª cidade mais bem avaliada na América Latina e no Caribe pelo Global Startup Ecosystem Index 2021, um estudo internacional que considera a maturidade e o grau de inovação dos ecossistemas de startups ao redor do mundo.

Entre as cidades brasileiras mais bem classificadas no ranking, Florianópolis ocupa a 6ª posição. O levantamento destaca que a capital catarinense é um habitat com representatividade de startups voltadas para os setores de Software e Dados, com 12 empreendimentos, de Marketing & Vendas e de Fintechs, cada um com seis empresas de destaque, respectivamente.

O superintendente de Ciência, Tecnologia e Inovação de Florianópolis, Marcos Lichtblau, ressalta que o segmento é hoje o primeiro arrecadador do município e também se destaca na geração de empregos. “Temos hoje cerca de 25 mil pessoas trabalhando no setor. As pessoas que atuam na área também têm uma renda mensal, superior a R$ 4.000 e esse valor também garante uma contribuição importante para a economia da cidade”, avalia.

A Prefeitura da Capital fomenta o ecossistema da área desde a sua implantação, com os investimentos ampliados desde 2017, quando o prefeito Gean Loureiro regulamentou a Lei Municipal de Inovação. por meio de um decreto que possibilitou a constituição do Conselho Municipal de Inovação, do Fundo Municipal de Inovação, do Programa de Incentivo à Inovação, da Rede Municipal de Inovação, do Plano de Sustentabilidade do Executivo Municipal e do Plano de Inovação do Executivo.

Floripa Mais Empregos

Lichtblau acrescenta que, hoje, Florianópolis conta com quatro centros de inovação, localizados na rodovia SC-401, Sapiens Park, no Centro e em Coqueiros. “Esse estímulo alavancou o desenvolvimento do ecossistema local, que hoje é referência não apenas no país, mas em todo o mundo”, reforça ele.

Todo esse crescimento, no entanto, acarretou um gargalo no setor. Hoje, falta mão de obra qualificada para atender toda a demanda, de acordo com o superintendente. “A qualidade e o desenvolvimento do segmento aqui na Capital, além do aumento da adoção do home office, fez com que empresas de outras partes do país e do mundo buscassem os profissionais locais, oferecendo salários em moedas estrangeiras e muitos benefícios. Como, na maioria das vezes, os estabelecimentos locais não podem competir com essas grandes empresas de fora, a prefeitura criou, neste ano, o programa Floripa Mais Empregos, que tem por objetivo somar esforços para capacitar e qualificar esses trabalhadores para atuar no nosso ecossistema”, esclarece.

A iniciativa é um plano de ações para a criação de novas oportunidades de trabalho e a retomada econômica na cidade. O foco é capacitar pessoas e desenvolver nelas habilidades essenciais para os setores mais carentes de mão de obra; preparar quem quer trabalhar e fazer a ponte com quem precisa desses profissionais.

A capital catarinense conquistou ainda a posição de 15ª cidade mais bem avaliada na América Latina e no Caribe pelo Global Startup Ecosystem Index 2021 – Foto: Divulgação/NDA capital catarinense conquistou ainda a posição de 15ª cidade mais bem avaliada na América Latina e no Caribe pelo Global Startup Ecosystem Index 2021 – Foto: Divulgação/ND

Ambientes favoráveis ao desenvolvimento destas empresas

Dos cerca de 4.000 empreendimentos do segmento que existem em Florianópolis, a maior parte é formada por desenvolvedores de software, sistemas para gestão pública, gestão empresarial, como ERPs, CRMs, frente de caixa, gestão de marketing digital e vendas e automação comercial, sistemas para gestão da saúde, da educação, tecnologias educacionais, fintechs, games, sistemas para gestão de energia, sistemas para controle e gestão em indústrias, sem esquecer as empresas que desenvolvem e fabricam hardware de devices. Esses são alguns dos principais produtos da região.

Fora do Brasil, a Capital já começa a ganhar visibilidade com ações como o Floripa Business Hub, em Boston/EUA, desenvolvido em conjunto pela Acif (Associação Empresarial de Florianópolis) e a Acate. Além disso, missões empresariais do município têm participado regularmente em eventos internacionais de Inovação e Empreendedorismo, tais como o Web Summit de Lisboa, o Collision de Toronto e o Festival SXSW de Austin, Texas.

Programas e incentivos

Marcos Lichtblau ressalta que as conquistas e os avanços no setor se devem diretamente aos ambientes e programas para a geração e desenvolvimento de empreendimentos de base tecnológica existentes em Florianópolis, como os Parques Tecnológicos Alpha e Sapiens Parque, os quatro Centros de Inovação da Rede Municipal (Passeio Primavera, Downtown, Sapiens e SoHo), as incubadoras CELTA e MIDITec, diversas Aceleradoras (Darwin, e Hards entre outras), os Cocreation Lab em número de 6, a Fundação Certi, as Universidades (UFSC, Udesc, IFSC, entre outras) e a Prefeitura Municipal de Florianópolis, com a Lei de Inovação e o Programa de Incentivo à Inovação.

Para o superintendente de Ciência, Tecnologia e Inovação de Florianópolis, o futuro das startups de Florianópolis está no turismo, na saúde e bem-estar e no varejo. Também são portadoras de futuro as áreas ligadas à tecnologia 5G, que está chegando à cidade, tais como as áreas de Internet das Coisas  e cidades Inteligentes. “Também vejo futuro em áreas que envolvem aplicações das tecnologias de Blockchain e também da Computação Quântica”, analisa

Conforme determina a Lei Municipal nº 10.199, de 27 de março de 2017, a Prefeitura Municipal de Florianópolis informa que a produção deste conteúdo não teve custo, e sua veiculação custou R$2.000,00 reais neste portal.

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Prefeitura de Florianópolis

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