Investimentos em startups de SC passam de 100 milhões este ano

E o cenário ainda continua interessante: O alvo são as fintechs

Na última quinta-feira (22) a startup fintech Asaas anunciou um investimento de R$ 37 milhões liderado pelo fundo Inovabra Ventures, do Bradesco. Esta negociação foi o maior aporte realizado em startups de Santa Catarina neste ano, e impulsiona o estado no cenário nacional.

Em recente levantamento publicado pelo relatório Distrito Dataminer, nos primeiros oito meses de 2020 foram pelo menos 18 investimentos em Santa Catarina que somaram cerca de R$ 65 milhões. Refazendo as contas agora com o investimento da Asaas, o volume já supera a marca de R$ 100 milhões.

“Sentimos que a transformação digital é algo que as pessoas estão aprendendo ainda. Elas só entenderam com a pandemia que é algo importante, então, nossa tese é que teremos alguns anos de crescimento acelerado por causa disso, até todos os negócios terem formas de vender online.” CEO e cofundador Piero Contezini.

As fintechs estão bombando no ecossistema há muito tempo, e agora com a pandemia e a crescente busca pelo comércio online as startups fintechs viraram a “galinha dos ovos de ouro” também para os investidores.

A Transfeera, uma fintech open banking de Joinville que processa pagamentos e transferências para grandes empresas, levou o troféu de Startup Revelação no troféu Startup Awards, realizado pelo principal evento de comunidades de startups e empreendedorismo digital do país, o CASE & Startup Summit 2k20.

Na pandemia, a empresa expandiu de maneira acelerada: em abril, a startup processou 260 mil pagamentos, um crescimento sete vezes maior do que havia feito no mesmo mês de 2019.

O que motiva as fintechs

O atual mercado online onde a digitalização de serviços se tornou requisito quase que obrigatório para permanecer no mercado é o principal motivador. Com esta crescente entrada de médios e até pequenos negócios no mundo digital, houve uma correspondente crescente da demanda por serviços financeiros digitais, mais acessíveis e descomplicados.

Ainda, com a liberação dos pagamentos automáticos pelo governo federal com a criação do PIX, que deve estar em operação até o final do ano, aumentaram as perspectivas de scale-up das empresas que transacionam dinheiro por plataformas virtuais.

“Com a vinda do Covid-19 e o lockdown percebemos um impacto no cliente. Nós atendemos profissionais autônomos, micro e pequenos empreendedores que tiveram que continuar a trabalhar para manter o fluxo de caixa. Com isso, observamos uma baixa no faturamento desses clientes em abril (15% de queda). Em maio, vimos que essas pessoas tiveram de se adaptar e buscar ferramentas online e as vendas começaram a crescer”, comentou Piero.

Para onde vai o dinheiro investido nas startups?

Muitas pessoas criam a falsa ilusão de que o capital investido nas startups vai para o bolso dos sócios. Investimento é um aporte de capital mediante um plano de negócios para impulsionar o crescimento de um negócio. E isto é muito diferente de vender a empresa.

O capital investido deve ser utilizado em sua maior parte para financiar pesquisa e desenvolvimento (P&D). Isto envolve a inteligência de engenharia por trás do processo como Machine Learning, Ciência de Dados, Design e Experiência de Usuário.

Além de aplicar recursos em marketing, distribuição e vendas, a startup assumiu um grande compromisso com os investidores. Boa parte dos recursos será liberada mediante a apresentação dos resultados de crescimento da startup.

A expectativa é expandir o quadro de colaboradores até 2022 e abrir mais cinco escritórios comerciais nas maiores capitais do País. Os planos para os próximos quatro anos são atender a 1 milhão de pequenos negócios e transacionar mais de 30 bilhões de reais ao ano. A meta é chegar a um faturamento de mais de R$ 1 bilhão em 2024.

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