Marte é ali: cientistas descobrem “estradas celestiais” que revolucionam viagens espaciais

Conforme estudo divulgado por astrônomos, existe um conjunto de "estradas celestiais" ligando planeta a planeta

Um grupo de astrônomos descobriu um conjunto de “rodovias celestiais”, que podem permitir viagens a partes remotas do sistema solar. Algo como os filmes de ficção científica, como Star Trek ou Star War. As espaçonaves poderão viajar a uma velocidade sem precedentes… e sem filas!

Significa que uma espaçonave levaria um século, por exemplo, para percorrer 15 bilhões de quilômetros. Isso equivale a 100 vezes a distância entre a Terra e o Sol. Assim, de acordo com os cientistas, um asteroide poderia viajar de Júpiter a Netuno em menos de uma década, por meio dessas supervias.

Estradas cósmicas

Conforme explica Aaron Rosengren, “os próprios planetas criam essa rodovias”. Ele é um dos autores do estudo e é professor de engenharia mecânica e aeroespacial na Universidade da Califórnia. As rotas são formadas em razão da atração gravitacional entre os planetas. Isso cria um corredor invisível que se estende do cinturão de asteroides localizado entre as órbitas de Júpiter e Marte, para além de Urano.

Assim, trata-se de uma via expressa interplanetária no nosso sistema solar. O estudo usou simulações de computador, analisando milhões de órbitas no sistema solar. A interação gravitacional entre os planetas forma arcos, enquanto cada planeta forma o que os cientistas chamam de “coletores espaciais”. Esses fenômenos permitem a ligação entre os planetas, criando um “corredor gravitacional”. A descrição é engenheiro espacial Shane Ross, citada num artigo do portal Live Science.

Cada planeta pode formar seu próprio “circuito de estradas celestiais”, mas agora há algo que vai além disso. Essas rotas podem se cruzar com as de outros planetas e, assim, formar uma rede mais complexa de rodovias celestiais.

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