Multinacional de SC conclui testes práticos de conectividade à rede 5G

Resultados vão ajudar a Anatel nas decisões de regulamentação de redes privadas de 5G para uso industrial no Brasil

A primeira fase dos testes práticos de conectividade à rede 5G do Open Lab WEG/V2COM está completa, anunciou nesta quarta-feira (28) a WEG, empresa global de equipamentos eletroeletrônicos, cuja sede fica em Jaraguá do Sul, Norte de Santa Catarina.

técnicos da Weg testando conectividadeObjetivo é testar a conectividade de diversos dispositivos IoT. – Foto: Weart/Divulgação ND

Em parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o projeto teve seu primeiro marco essa semana em uma das fábricas da WEG, em Jaraguá do Sul.

O objetivo é testar a conectividade de diversos dispositivos IoT (Internet das Coisas) à rede 5G, contribuindo para o desenvolvimento de soluções economicamente viáveis para a indústria usando a tecnologia 5G.

“Realizamos testes avaliando o desempenho e a convivência de dispositivos e antenas com a tecnologia 5G em ambiente real, para reunir informações sobre faixas de frequência, latência, potência e outras características necessárias às aplicações industriais e aportaremos contribuições a Consulta Pública realizada pela Anatel”, explica Guilherme Spina, diretor da V2COM, empresa do Grupo WEG.

Qualidade de tráfego e alta velocidade

Segundo o executivo, os primeiros resultados já mostram que a tecnologia 5G proporciona níveis de segurança, qualidade de tráfego, estabilidade e alta velocidade, superiores aos oferecidos anteriormente pelo 3G e o 4G.

“A taxa de transferência, ou a quantidade de dados que podem ser transmitidos por segundo entre os dispositivos conectados, tanto em download, quanto em upload, é superior à permitida pela tecnologia 4G e Wi-Fi. Mas o principal destaque para a conexão 5G é a sua confiabilidade, o que faz com que os dados sejam enviados e recebidos de forma muito mais estável entre os dispositivos conectados à rede, tornando-a mais ágil e resiliente”, explica Spina.

Todos os testes aconteceram com a utilização de mais de uma rede 5G ao mesmo tempo, uma rede provida por operadora de telecom e outra privada com infraestrutura local, a fim de levantar dados e informações à Anatel e apoiar no processo de definição dos requisitos e condições de uso de faixas de frequência, para a regulação e outorga das redes privadas para uso industrial no Brasil.

Para a Anatel, os resultados práticos desta fase contribuem para a avaliação da potencialidade do 5G, especialmente em relação às características da operação, observados os limites de irradiação de potência definidos em regulamentação.

Eficiência, produtividade e competitividade

“Esses testes não só vão ajudar a Anatel com a regulamentação, mas vão contribuir para que as empresas avaliem a viabilidade econômica do uso de 5G em redes privadas. Além disso, os testes vão gerar dados para novos modelos de negócios. Com esse projeto, a ABDI cumpre sua missão de tornar acessível ao setor produtivo as tecnologias existentes, em busca da maior eficiência, produtividade e competitividade”, afirma o presidente da ABDI, Igor Calvet.

Igor Calvet, presidente ABDIIgor Calvet, presidente ABDI: os testes vão gerar dados para novos modelos de negócios. – Foto: Weart/Divulgação ND

Sobre os testes práticos

Os testes de conectividade à rede 5G estão sendo feitos em uma das fábricas mais automatizadas, robotizadas e com maior nível de automação e monitoramento de chão de fábrica da WEG. Antenas com a tecnologia 5G instaladas em esteiras rolantes da fábrica têm possibilitado a comunicação Wi-Fi com um robô logístico, que entrega e recebe peças em quatro pontos diferentes de coleta.

Quando o trajeto principal em que o robô percorre está obstruído, o robô é capaz de identificar e utilizar rotas alternativas, isso porque ele também possui antenas que se conectam com as esteiras através da rede 5G.

Dispositivos Inteligentes como esse robô logístico já existem em ambientes industriais, mas não são massificados devido a desafios de capacidade de transmissão de dados e difícil acesso a conectividade, dado a baixa capacidade de alcance de Wi-Fi, ou a dificuldade de instalação
de cabos ethernet.

Com o 5G, é possível aumentar o número de dispositivos conectados e prover maior capacidade de tráfego aos mesmos, permitindo a escala massiva de dispositivos inteligentes na indústria.

Os resultados também foram satisfatórios nos testes de conectividade do robô de inspeção que faz uso de realidade virtual. Entre as aplicações deste tipo de robô, a possibilidade de profissionais realizarem acompanhamento da produção ou inspeções remotamente, sem precisar se deslocar fisicamente até o local.

Este é um cenário 5G, pois necessita de alta capacidade de transmissão de dados com tempo de resposta rápido, sendo portanto um caso direto de validação das capacidades do 5G.

Está ou não de máscara?

Outro exemplo prático já testado na WEG é a câmera inteligente da MVISIA, instalada no corredor que dá acesso a entrada da fábrica para identificar de forma imediata, com o uso de inteligência artificial, se o colaborador/visitante possui ou não máscara de proteção contra a
Covid-19.

Uma câmera inteligente também foi instalada para fazer a leitura de todos os lados de um determinado produto, afim de identificar defeitos ocasionais, um processo que até pouco tempo era realizado manualmente.
Nestes casos de uso foi comprovado que a conectividade 5G é um substituto viável a conectividade cabeada, permitindo uma maior presença desse tipo de equipamento e instalação flexível em pontos de interesse não alcançáveis nos dias de hoje.

Cabe ainda destacar que os benefícios gerados pelo projeto não se limitam aos casos de uso testados. É possível citar, por exemplo, o uso da visão computacional para diversas aplicações, como na verificação da qualidade da pintura dos veículos na indústria automotiva, análise dos materiais contidos na esteira da mineradora, similarmente no caso do agronegócio com a análise da qualidade dos grãos, análise de imagens nos sistemas de segurança pública, análise de imagens e dados obtidos através de drones.

Ou seja, toda e qualquer aplicação que faça uso de visão computacional com processamento de IA (Inteligência Artificial), poderá fazer uso dos resultados obtidos por este projeto.

“Testamos vários outros casos de uso e para todos eles os resultados obtidos demonstraram que os níveis alcançados são condizentes com a expectativa da rede 5G, permitindo os ganhos esperados com a nova tecnologia e mantendo o atendimento dos requisitos funcionais a cada
um deles. A 5ª geração de internet tem se mostrado um excelente acelerador para a transformação digital dos negócios, integrando e impulsionando a robotização industrial de forma segura e eficiente”, enfatiza Spina.

Com informações da assessoria de imprensa da WEG.

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