Pesquisadores da UFSC descobrem estrela rara em projeto internacional

Projeto está sendo executado no Chile e um professor da UFSC e dois ex-alunos fazem parte da pesquisa. Entenda como funciona a iniciativa catarinense

Uma estrela pobre em elementos químicos, que desafia os modelos de evolução das primeiras estrelas do universo, foi descoberta em um projeto internacional de astronomia, onde um professor de física da UFSC, Antonio Kanaan, e dois ex-alunos estão envolvidos. 

céu visto pelo telescópioProjeto de software telescópio começou a ser desenvolvido na UFSC – Foto: UFSC/Divulgação/ND

Kanaan é um dos cientistas-chave do projeto, chamado de S-PLUS (Southern Photometric Local Universe Survey, em inglês ou Levantamento Fotométrico do Universo Local Sul, em português). 

O S-PLUS está mapeando o céu a partir de Cerro Tololo – observatório interamericano, no Chile, com um telescópio robótico.

Os pesquisadores da UFSC estão envolvidos desde a instalação do telescópio até o desenvolvimento de um software para a robotização do equipamento. 

“Hoje dezenas de pessoas trabalham no S-PLUS.  O William Schoenell, ex-aluno de graduação e mestrado, e o Tiago Ribeiro, ex-aluno de graduação, mestrado e doutorado, e eu, trabalhamos na instalação do telescópio até fazê-lo funcionar”, conta Kanaan.

Os dois ex-alunos da UFSC chegaram a morar no Chile durante a fase inicial de implementação. “A gente desenvolveu, sob minha liderança, aqui na UFSC um software de robotização de telescópios.  Esse programa foi adotado no Chile desde o primeiro dia”, revela o pesquisador.

O software desenvolvido, que ganhou o nome de Chimera, é gratuito, e é acessível a todos. “Chimera é um pacote de controle de observatórios astronômicos, visando a criação de observatórios remotos e até autônomos de forma simples. Usando o Chimera é possível controlar telescópios, câmeras CCD, focadores e cúpulas de uma forma muito integrada”.

De acordo com o professor, o software foi escrito por um ex-estudante, que havia abandonado o curso de física logo no início. Esse mesmo sistema é usado no Observatório da UFSC, onde foi desenvolvida a maior parte do programa, e também no Observatório do Pico dos Dias, em Minas Gerais. 

Com a contribuição científica trazida pelo telescópio de Cerro Tololo no Chile, Kanaan diz que será possível encontrar de onde vieram as ondas gravitacionais da galáxia.

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