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Polícia Federal prende hacker que atacou o TSE

Grupo de hackers brasileiros e portugueses, liderados por um cidadão português, foi responsável pelos ataques criminosos aos sistemas do TSE

A Polícia Federal deflagrou, na manhã de sábado (28), a Operação Exploit para desarticular a associação criminosa que teria promovido os ataques hackers ao TSE no primeiro turno das Eleições 2020, com o acesso e divulgação ilegal de informações de servidores públicos do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Polícia Federal prendeu hacker que atacou o TSE. Grupo de hackers brasileiros e portugueses, liderados por um cidadão português, foi responsável pelos ataques criminosos aos sistemas do TSE – Foto: Reprodução internetPolícia Federal prendeu hacker que atacou o TSE. Grupo de hackers brasileiros e portugueses, liderados por um cidadão português, foi responsável pelos ataques criminosos aos sistemas do TSE – Foto: Reprodução internet

Foram cumpridos, no Brasil, três mandados de busca e apreensão e três medidas cautelares de proibição de contato entre investigados em São Paulo e Minas Gerais.

O inquérito policial aponta que um grupo de hackers brasileiros e portugueses, liderados por um cidadão português, foi responsável pelos ataques criminosos aos sistemas do TSE quando do primeiro turno das eleições de 2020.

14 ministros infectados

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, testou positivo para a Covid-19 na noite de sexta-feira e tornou-se o 14° integrante do primeiro escalão diagnosticado com a doença.

Na prática, 61% da equipe de Bolsonaro, que tem 23 ministros, foi contaminada pelo novo coronavírus. O próprio presidente também contraiu Covid-19. O ministro continuará em isolamento e despachará de casa.

O outro

Com o resultado do julgamento de sexta-feira (27), livrando-o do crime de responsabilidade por ter concedido reajuste salarial dos procuradores do Estado, deve surgir um “novo governador” Carlos Moisés, digamos assim, disposto a honrar a estupenda votação que recebeu de milhões de catarinenses em 2018.

O tempo de afastamento o fez repensar muitas atitudes, entre elas a necessidade de diálogo, inclusive com a “velha política” e seus conhecidos personagens.

Agora sabe onde há joio e trigo. Fará um governo de coalização, mas o desejo dos catarinenses decentes é que não ceda um milímetro em tudo que for contra a qualquer princípio ético e moral na gestão pública.

Raul Sartori

Futuro é do Centrão

MDB, PSDB, Progressistas, DEM e PSD – os maiores vencedores de prefeituras nesta eleição – vão ditar as coalizões eleitorais da eleição para presidente em 2022, o que vai derrubar o discurso do candidato “anti-político” ou da “política diferente” na campanha.

O fisiologismo eleitoral de décadas controlará as articulações e discurso das campanhas do presidente Jair Bolsonaro, que tentará a eleição, e da potencial candidatura do tucano João Doria Jr.

O destaque fica para DEM – que venceu em importantes capitais – para a ascensão do PSD – que deve lançar candidato próprio – e para o Progressistas, controlado pelo senador Ciro Nogueira (PI), por ora aliado de Bolsonaro.

Leandro Mazzini