Robótica e profissões do futuro: o que elas têm em comum?

Participar de projetos e eventos escolares de robótica educacional contribuem para o raciocínio lógico, criatividade, trabalho em equipe e capacidade de organização

A partir da simples arte de brincar aprendendo, com o estímulo de competências primordiais para as profissões do futuro, a robótica educacional está na rota de formação dos estudantes por contribuir com o desenvolvimento estudantil e profissional desta geração que se encaminha para encontrar posições no mercado de trabalho que conectam as necessidades do dia a dia com a tecnologia.

Os alunos Geovane Lucas Cândido da Silva e Victor Daniel da Silva Ribeiro da Luz foram aprovados na primeira seletiva para a etapa regional do International Youth Robot Competition (IYRC) – Foto: Renata BomfimOs alunos Geovane Lucas Cândido da Silva e Victor Daniel da Silva Ribeiro da Luz foram aprovados na primeira seletiva para a etapa regional do International Youth Robot Competition (IYRC) – Foto: Renata Bomfim

Com a proposta de apresentar desafios que precisam ser solucionados, a partir de uma série de regras que um robô programado precisa cumprir, a robótica está diretamente ligada com a educação em três grandes pontos:

  1. O desenvolvimento do raciocínio lógico importante na robótica contribui para a assimilação e melhor entendimento dos assuntos abordados no ensino.
  2. A pandemia acelerou (e muito) as tendências tecnológicas e a robótica pode ser uma prática cada vez mais comum nas escolas.
  3. Além de desenvolver habilidades que estimulam criatividade, concentração, foco e até o trabalho em equipe, a robótica desperta a autonomia do aluno para tomada de decisões.

De olho nessa transformação e aproximação dos alunos com as áreas de ciência e tecnologia, a Escola Municipal Prefeito Luiz Gomes participou neste ano com os alunos dos anos finais do Ensino Fundamental de um dos maiores eventos de robótica do mundo, o International Youth Robot Competition (IYRC), que chega a 3ª edição.

Em Joinville, no mês de junho, ocorreu a primeira edição para a etapa regional e contou com  a participação de crianças a partir dos cinco anos de idade.

Dos dez alunos inscritos na escola para participação no evento, apenas Victor Daniel da Silva Ribeiro da Luz, 12, e Geovane Lucas Cândido da Silva, 11, passaram na primeira seletiva para a etapa regional, depois de vários dias seguidos de jogos on-line buscando estar entre os primeiros colocados para conseguir uma boa pontuação classificatória.

Com a missão cumprida, a etapa seguinte, no modelo presencial, contou com a presença de jovens de diversas escolas da rede pública e privada e desafios de acordo com a faixa etária.

Na modalidade disputada pelos estudantes, a missão era conduzir um robô por controle remoto a superar obstáculos no menor tempo possível durante o trajeto. Nessa fase, Geovane conquistou a vaga e se classificou para a etapa nacional.

Praticante de jogos de raciocínio lógico, o estudante diz estar feliz pela conquista. “Se vier uma oportunidade, a gente tem que agarrar com as duas mãos e os dois pés, porque no futuro ela pode nos ajudar”, acredita Geovane que tem o sonho de ser engenheiro.

Com participação até a etapa regional, Victor domina os jogos on-line e chegou a treinar para a competição por mais de cinco horas diárias. Apesar de não ter se classificado para a fase nacional, o estudante enxerga a participação como positiva. “O bom é que vai ter experiências em outras coisas. Eu pelo menos participei de uma coisa legal.”

Para a diretora da unidade, Marili Teresinha Cardoso Narciza, oportunizar é a palavra-chave para esse processo em que a escola está inserida. “Nós precisamos oportunizar as nossas crianças a participarem e estarem inseridas neste contexto, conhecerem, abrir esse leque de oportunidades para que tenham expectativas para o futuro”, acredita.

À frente da participação e organização dos alunos no evento, Giselda Maria Barboza, professora integradora de mídias da unidade, foi quem mobilizou toda a escola, pediu apoio aos professores de sala e criou um grupo no WhatsApp para explicar a proposta.

Ela, junto com Marili, acompanhou a etapa presencial para incentivar os estudantes classificados. “Foi maravilhoso ver os nossos alunos (participando) pela escola. A gente deu apoio, nós fomos a única do município”, conta Giselda sobre a participação no evento.

Apoiados pela My Robot School Joinville, rede de franquias de escola de robótica e programação com presença em 16 países, Geovane e Victor foram premiados com uma bolsa de estudos 100% integral por conta da participação no evento e desempenho ao longo das etapas.

O que o robô tem a nos ensinar? Veja 4 benefícios de oferecer robótica educacional

Geovane Lucas Cândido da Silva, a esquerda, é o representante do município na etapa nacional do evento – Foto: Renata BomfimGeovane Lucas Cândido da Silva, a esquerda, é o representante do município na etapa nacional do evento – Foto: Renata Bomfim

Escolas que oportunizam o aprendizado de robótica estimulam habilidades nos estudantes que podem se destacar, futuramente, no mercado de trabalho.

Veja os quatro  benefícios de oferecer robótica educacional:

  1. Melhora no desempenho escolar: a participação dos alunos com as disciplinas, principalmente as que têm relação com a robótica, apresentam melhora significativa no desempenho escolar porque passam a desenvolver com mais facilidade o raciocínio lógico.
  2. Descoberta das potencialidades: ao engajar e envolver os alunos em projetos e desafios escolares, eles se sentem estimulados para se desenvolver e conhecer novas habilidades e potencialidades para escolhas profissionais.
  3. Facilidade para resolução de problemas: quando uma programação não sai conforme o planejado, é preciso ter habilidades para contornar a situação e buscar soluções para resolução do problema. Assim, além da resiliência e concentração, o trabalho em equipe, tomada de decisão e capacidade de organização são fatores importantes nesse processo.
  4. Desenvolvimento do profissional do futuro: o conhecimento na área de tecnologia será fundamental para o desenvolvimento das atividades, principalmente para usar a interpretação de dados e gráficos e conseguir transformar em aplicações práticas. Além disso, conhecer as emoções e saber como lidar com elas é primordial para o bom relacionamento consigo mesmo e, consequentemente, com as pessoas ao redor.

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