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Testamos: por R$ 2 mil, smartphone Realme 7 Pro é um dos melhores custos-benefícios do Brasil

Testamos: por R$ 2 mil, smartphone Realme 7 Pro é um dos melhores custos-benefícios do Brasil - Divulgação / RealmeTestamos: por R$ 2 mil, smartphone Realme 7 Pro é um dos melhores custos-benefícios do Brasil - Divulgação / Realme

Telefones top de linha têm preços cada vez mais pornograficamente ridículos – como modelos Samsung e iPhone na casa dos R$ 9 mil que já não oferecem nem carregadores. Ao mesmo tempo, a diferença desses para outros mais baratos residem em bobagens, como uns pixels a mais em algumas câmeras, uma tela com x-y-z em outras. O que importa, aqui, é mesmo o preço ou a “grife” (“ai, porque meu S21”, “com meu iPhone eu pinto e bordo”).

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Com isso (e com a economia do Brasil indo a passos largos para o vinagre), ganham cada vez mais importância (e espaço nas prateleiras) os telefones intermediários. Smartphones desse nicho estão avaliados entre R$ 2 mil e R$ 3 mil e têm requisitos de hardware que respondem muito bem no dia a dia, para tarefas de produtividade e de lazer (inclusive jogos).

O Realme 7 Pro, da fabricante homônima, talvez seja um dos melhores exemplares dessa categoria no Brasil (e tem, com certeza, o melhor custo-benefício das prateleiras). O 33Giga avaliou o modelo por alguns dias e gostou muito do que viu – em termos de preço, desempenho, facilidade de uso e preocupação com os detalhes.

Para falar em custo, é importante abrir um parágrafo a respeito do preço do Realme 7 Pro. Em seu site oficial (da Realme, no Brasil), o modelo aparece com preço sugerido de R$ 2.999. Ao clicar no botão “Compre Já”, surgem duas opções de e-commerce (Submarino e Americanas). Em ambas, ele é vendido a R$ 2.799. Em buscadores de preço, entretanto, ele é encontrado a partir de R$ 2 mil (em lojas menores; na Amazon, R$ 2.200, no momento em que este texto é escrito).

Ao mesmo tempo que pode ser encontrado por valores aceitáveis, o Realme 7 Pro vai (bem) além disso quando o assunto é performance cotidiana. Em resumo, ele responde rapidamente a qualquer comando (reprodução de conteúdo multimídia, acesso e uso da câmera fotográfica ou filmadora, alternância entre apps ou entre redes Wi-Fi).

Por falar em aplicativos e produtividade, outro ponto que agrada bastante é a interface do sistema operacional do Realme 7 Pro. Trata-se da mais limpa possível, se aproximando do Android puro. Ele vêm com poucos apps pré-instalados (quem está acostumado com Samsung, Huawei e similares, pode até estranhar) e tem algumas soluções interessantes nativas – como a Esfera de auxílio, um ícone que pode ficar presente na tela e com um ou dois toques realiza ações diversas, como voltar apps ou acessar a tela inicial.

Ainda sob o ponto de vista prático, tem qualidade de cores e gráficos em sua tela. As bordas levemente arredondadas na traseira garantem uma boa pegada em mão de diferentes tamanhos. Neste ponto, ele peca em dois momentos. Seu áudio é meramente OK – quando o alto-falante é colocado no máximo, há uma leve distorção no que está sendo reproduzido. Além disso, o acesso biométrico, eventualmente, falha ou demora a ser reconhecido quando o dedo o ativa.

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Por fim, o modelo chega na caixa com diversos acessórios que podem fazer a diferença ao optar por um telefone na faixa dos R$ 2 mil. O carregador rápido (nos testes do 33Giga, 100% de carga em 30 minutos; 40% em 10), uma capinha e película de proteção (já aplicada).

O que pode causar preocupação nesse ponto é mesmo a carga rápida. Embora seja a jato, ela tende a esquentar o smartphone. Em longo prazo, é difícil saber o quanto o Realme 7 Pro pode suportar sem ser danificado. Como os testes do 33Giga foram realizados em poucos dias, é difícil precisar – entretanto, é importante lembrar que o aquecimento em excesso é uma das principais causas da diminuição da vida útil de eletrônicos em geral.