Após ciclone, grupo de trabalho é criado para aprimorar previsão de desastres em SC

Reunião debateu e avaliou o uso de tecnologia espacial para melhoria da prevenção a eventos climáticos extremos

Uma reunião que ocorreu na quarta-feira (29) entre o governador de Santa Catarina, Carlos Moisés, e representantes de entidades catarinenses debateu sugestões de melhorias no sistema de prevenção a eventos climáticos. Há exatamente um mês, a passagem do ciclone bomba deixou 14 mortos e um rastro de prejuízos.

Estiveram presentes no encontro o presidente da AEB (Agência Espacial Brasileira), Carlos Moura, representantes do Fórum Parlamentar Catarinense e o deputado federal Daniel Freitas, que também é presidente da Frente Parlamentar Mista em Apoio ao Programa Espacial Brasileiro.

Entidades debateram melhorias no sistema de prevenção catarinense nesta quarta-feira (29) – Foto: Ricardo Wolffenbuttel/Secom

Um dos destaques da discussão foi o uso de tecnologia nacional para melhoria da prevenção a eventos climáticos extremos. Também foi abordada a necessidade de se avançar com o desenvolvimento da tecnologia espacial brasileira de modo a ajudar o trabalho de meteorologia e de prevenção a desastres naturais.

Segundo Moisés, a união de esforços é fundamental para avançar em medidas cada vez mais eficazes por parte da Defesa Civil.

“Essa junção de informações pode nos levar a consolidar um grande projeto. Estamos lançando uma semente de união. Com a expertise da nossa Defesa Civil, podemos replicar o modelo para outros lugares. É um momento muito importante”, destacou o governador.

O presidente da AEB destacou que o encontro com o governador serviu para mostrar as oportunidades do investimento no setor espacial, além de verificar as demandas locais, como a ampliação do trabalho em Defesa Civil.

A partir desse primeiro encontro, ficou definida a criação de um grupo de trabalho para aprofundar os debates a respeito do tema.

Ciclone deixou 14 mortos

O ciclone bomba que atingiu o Estado no dia 30 de junho, deixou 11 mortos nos primeiros dias, além de mais três pessoas que perderam a vida durante as reconstruções.

Destruição após vendaval na empresa Stolf – Foto: Stolf/Divulgação/ND

Segundo a Defesa Civil, todos os 295 municípios catarinenses tiveram algum impacto durante a passagem do vendaval, seja por danos humanos, materiais ou infraestrutura pública.

Pelo menos 16,2 mil pessoas ficaram desalojados e 125 desabrigadas. A velocidade dos ventos durante a passagem do ciclone bomba chegou a 168,8 km/h.

Na ocasião, o governador Carlos Moisés decretou estado de calamidade pública por conta dos estragos.

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