Chuva em SC, dita pela Nasa como a 2ª maior do mundo, completa 7 anos

Foram 151 horas de chuva com um total de 450 milímetros em algumas cidades de Santa Catarina

O dilúvio que ocorreu entre de 23 a 27 de junho de 2014 na região Sul do Brasil marcou a história de Santa Catarina e bateu um recorde.  Foram 151 horas de chuva no estado, uma enxurrada que destruiu plantações, inundou municípios, interditou estradas e rodovias, arrastou casas para rios e afetou milhares de catarinenses.

Cidade de Águas de Chapecó foi inundada pelo rio Uruguai – Foto: Prefeitura de Águas de Chapecó/Arquivo/NDCidade de Águas de Chapecó foi inundada pelo rio Uruguai – Foto: Prefeitura de Águas de Chapecó/Arquivo/ND

Todas as regiões do estado foram afetadas pela chuvarada, mas às mais castigadas foram Norte, Planalto Norte e Oeste. Serra e Sul são outras áreas que tiveram problemas. 

A Defesa Civil do Estado divulgou à época que, segundo a análise do satélite TRMM (Tropical Rainfall Measuring Mission), lançado em 1997 pela agência espacial norte-americana, o volume de chuvas registrado no Estado foi o segundo maior do mundo naquela semana. 

O satélite TRMM, amparado por 7.482 estações meteorológicas em todos os continentes, registrou  outro acúmulo na semana em Scoresbysund, na Groenlândia, onde choveu 255 milímetros em 24 horas.

Casas foram arrastadas pela fúria do rio – Foto: Prefeitura de Águas de Chapecó/Arquivo/NDCasas foram arrastadas pela fúria do rio – Foto: Prefeitura de Águas de Chapecó/Arquivo/ND

Danos em SC chegaram a 60 municípios 

Dos 60 municípios atingidos, 48 decretaram estado oficial de emergência. Além disso, segundo a Defesa Civil do Estado, 43.760 mil pessoas ficaram desalojadas e 29.986 mil desabrigadas. Um total de 650.000 catarinenses castigados.

Imagem do Rio do Peixe, na tarde de quinta-feira (26/06/2014), no município de Joaçaba – Foto: Defesa Civil/DivulgaçãoImagem do Rio do Peixe, na tarde de quinta-feira (26/06/2014), no município de Joaçaba – Foto: Defesa Civil/Divulgação

Em Mondaí foram 452 milímetros de água que deixaram 25 famílias desalojadas. Em Chapecó 421 mm e Joaçaba 345 mm. Já em Águas de Chapecó foram 50 famílias desabrigadas e 300 pessoas desalojadas. Em Rio do Sul o número foi maior: 600 pessoas fora de casa. 

Os maiores volumes de chuva em Santa Catarina foram no Extremo-Oeste, em uma região que não era atingida por grandes enchentes desde 1983. Em Itapiranga, por exemplo, 70 famílias ficaram desalojadas. 

No Alto Vale do Itajaí, a barragem Oeste subiu quase 20 metros acima do barramento e sete comportas foram fechadas para controlar a fúria do rio. Em Itapiranga, no Extremo-Oeste, o rio Uruguai subiu quase 15 metros. Em Chapecó, a ponte que liga SC ao RS chegou a ser fechada por alguns instantes por conta do nível do rio.

Ponte sobre o Uruguai entre Nonoai/RS e Chapecó foi interditada pelo alto nível do rio – Foto: Fabiana Faé/ReproduçãoPonte sobre o Uruguai entre Nonoai/RS e Chapecó foi interditada pelo alto nível do rio – Foto: Fabiana Faé/Reprodução

Um dos danos mais graves foi registrado na SC-155, em Xanxerê. Às duas pistas e o acostamento cederam abrindo um buraco de quase 50 metros de comprimento e 20 metros de profundidade. 

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