Chuvas fortes causam estragos e deslizamentos em Florianópolis nesta quinta

Pelo menos três deslizamentos foram registrados, até as 8h desta quinta-feira (21), em diferentes regiões da Capital

A madrugada desta quinta-feira (21) foi de chuvas fortes em Florianópolis, o que resultou em pelo menos três deslizamentos de terra. Apenas as primeiras seis horas do dia, de acordo com a Epagri/Ciram, tiveram um acúmulo de cerca de 48 mm de chuva.

As últimas 24 horas, até as 10h20, somaram 127 mm de chuva no município, que foi o com o maior acumulado de precipitação no período, conforme a Defesa Civil. A chuva continuava em algumas regiões de Florianópolis às 10h, mas com menos intensidade.

Deslizamento no bairro Agronômica danifica residênciaNa Agronômica, bombeiros militares foram acionados por volta das 5h10 desta quinta-feira (21) – Foto: Defesa Civil/Divulgação/ND

Na manhã desta quinta-feira (21), a Defesa Civil emitiu um alerta que eleva o risco de ocorrências até sexta (22), além de colocar novas regiões do Estado em observação para enxurradas e alagamentos.

Um dos deslizamentos, ocorrido por volta das 5h, no Morro do 25, no bairro Agronômica, chegou a atingir parte de uma casa, que precisou ser interditada pela Defesa Civil. A ação mobilizou bombeiros militares e a Defesa Civil, que, às 8h, aguardava a chegada de materiais para conter o desmoronamento. Os moradores foram deslocados para a casa de familiares.

Moradores de uma residência abaixo, que também foi interditada, foram orientados pela Defesa Civil quanto a possíveis novas ocorrências ao longo do dia.

Registros parecidos ainda foram verificados no Norte da Ilha e no Saco do Limões, na servidão Manoel Rufino de Abreu.

Norte da Ilha

Em Ponta das Canas, no Norte, por volta das 6h, a guarnição dos bombeiros isolou uma pousada, na estrada Jornalista Jaime de Arruda Ramos, que teve o muro danificado por causa de um deslizamento de terra.

As equipes da Defesa Civil chegaram aproximadamente às 9h20, momento em que iniciaram a liberação da via, tomada pelos sedimentos.  Em seguida, uma retroescavadeira da prefeitura somou forças à desobstrução.

Mesmo sem feridos, de acordo com a Defesa Civil, a situação é perigosa. “Nós já estamos com o solo bastante saturado, então voltamos as atenções para as áreas de deslizamento”, contextualizou Luiz Eduardo Machado, diretor da Defesa Civil de Florianópolis.

Defesa Civil iniciou a desobstrução da via aproximadamente às 9h20 – Foto: Ana Vaz/Divulgação/NDDefesa Civil iniciou a desobstrução da via aproximadamente às 9h20 – Foto: Ana Vaz/Divulgação/ND

A pousada, conforme relatos de moradores, está desativada, mas haveria caseiros morando no alto da construção.

De acordo com informações da Epagri/Ciram, um volume de 35 milímetros de chuva foi apontado, nas primeiras seis horas do dia, na região Norte da Ilha.

Nas redes sociais, o prefeito, Gean Loureiro (DEM), reforçou a previsão de chuva até o final de semana. “Estamos monitorando alagamentos, riscos de deslizamentos por conta do solo molhado”, afirmou em rede social.

Em entrevista concedida ao vivo no Balanço Geral, da NDTV, um morador do bairro Ingleses relatou que a rua onde mora alagou em um espaço muito curto de tempo, e pede melhorias no sistema de tubulação da região.

“Em 20 minutos de chuva moderada a forte a gente já tem 20 centímetros de água dentro de casa, coisa que antes quando acontecia demorava pelo menos umas 3h de chuva. Então, o que a gente pede, e que era feito em anos anteriores, é o desassoreamento. Porque a areia vem junto com a água e assoreia todo o sistema da microdrenagem, que já não comporta a situação da nossa rua e de todas as ruas no entorno. A gente pede que esse serviço não deixe de ser feito. A gente vê que há alguns anos a tubulação não suporta mais. Não precisa ser um engenheiro pra ver que essas manilhas não aguentariam o volume das águas”, reclama.

O vídeo a seguir mostra o interior de uma casa localizada na rua das Alamandas, em Ingleses, que foi tomada pela água da chuva. Confira:

Sul da Ilha

Na SC-405, no Rio Tavares, alagamentos intensos foram registrados em diversos pontos. “Ali sempre alaga, é uma parte bem baixa”, explicou o subcomandante da Guarda Municipal, Ricardo Pastrana.

Outros casos foram registrados região Sul. Na rua Laura Duarte dos Prazeres, no Campeche, a via ficou tomada pela lama. Às 9h50, horário da foto abaixo, a água já havia baixado.

Rua fica alagada no CampecheÁgua já havia baixado, às 9h50, em rua do Campeche – Foto: Karina Koppe/ND/Divulgação

No Pântano do Sul, sobretudo na rua Lauro Mendes Costa, nas proximidades da praia da Solidão, os alagamentos chegaram dentro dos terrenos das casas.

No Estado, acumulados de chuva devem ultrapassar os 100 mm até o final do dia. A área de maior risco contempla a costa da Grande Florianópolis, Litoral Norte e Vale do Itajaí.

Palhoça

O comandante da Defesa Civil de Palhoça, Júlio Marcelino, informou na manhã desta quinta (21) que as equipes estão acompanhando com atenção a situação no município.

“Estamos desde o início da semana em observação pois o aviso de fortes chuvas se estendeu até a manhã de sexta feira (22). O prefeito Eduardo Freccia pediu atenção principalmente nas áreas de encostas e que haja risco de deslizamentos, também solicitou articulação com a secretaria de obras e assistência social para caso haja necessidade tanto de abertura de abrigo como retirada de material em vias de acessos estes já estejam de prontidão.”

De acordo com Marcelino, os equipamentos de pluviômetro chegaram a registrar o equivalente a 83 milímetros no bairro Ponte do Imaruim. A região da Praia de Fora também foi fortemente atingida pela chuva, com 65 milímetros.

O comandante da Defesa Civil ressaltou, ainda, que há observação especial para a questão da maré em Palhoça.

“Tivemos no início do dia, às 8h, uma situação de preamar e teremos outra as 20h25. Esta combinação de chuva e maré alta precisa de um pouco mais de atenção nos bairros que são geralmente atingidos por este fenômeno”, alerta.

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