Entenda a tromba d´água que assustou moradores de Itapoá

Tromba d´água que, mesmo sendo um tornado sobre uma área ampla de água, tem ventos menos intensos

As imagens de uma “tromba d´água” que assustaram os moradores de Itapoá, no Litoral Norte do Estado, foram vistas também em outras regiões do Estado, como no Sul e em São Francisco do Sul, no Norte. 

Nuvens escuras e uma espécie de funil se formaram em direção ao mar, no Balneário Rainha.

Segundo a Ciram/Epagri, o que aconteceu foi uma “tromba d´água”, que, mesmo sendo um tornado sobre uma área ampla de água, tem ventos menos intensos que um tornado.

Tromba d'água foi registrada em ItapoáTromba d’água foi registrada no mar em Itapoá – Foto: Redes sociais/Divulgação

“A formação da tromba d´água está associada a nuvens carregadas (com menor proporção que a supercélula que forma tornados), muitas vezes com chuva, que passa sobre áreas com água mais aquecida gerando uma diferença de pressão. Isso causa ventos em espiral com movimentos ascendentes no centro da nuvem funil, ou tromba, que se desloca sem trajetória definida sobre a água, erguendo parte dessa massa líquida”, explica Clóvis Correa, meteorologista da Ciram/Epagri. 

Veja o vídeo:

Segundo ele, apesar das semelhanças, a tromba d´água tem menos energia que um tornado, pouca altura, os ventos são menos intensos que os do tornado e seu tempo de duração também é muito menor.

Danos: pode até virar embarcações

Perguntado se o fenômeno pode causar estragos, Clóvis disse que vai depender das dimensões, se está muito ativo ou não em relação à circulação dos ventos, mas pode, sim, causar danos ou até virar embarcações de pequeno porte.

“Ao atingir as margens também pode provocar estragos devido ao vento forte”, complementa o meteorologista. Mas no geral, ocorre a configuração da “tromba” sobre uma grande massa de água e, minutos depois, ela desaparece.

Em que época é mais comum?

Segundo os meteorologistas da Ciram/Epagri, a tromba d´água é mais comum de se formar verão, até pelo maior aquecimento da água. Clóvis Correa detalha abaixo como o fenômeno se forma.

“Temos o sistema baixa pressão do ar que é associado à formação de muitas nuvens, além de águas mais quentes na região. Essa água quente provoca evaporação que sobe e forma as nuvens. Dentro das nuvens há  ventos circulatórios que descem para a superfície, formando, então, a tromba d´água em forma de espiral. 

Previsão do tempo para os próximos dias

Para a região Norte, especialmente em Joinville, a previsão a da Ciram/Epagri é de muita nebulosidade com pouca chuva para esta quinta-feira (11). Entre sexta-feira e sábado, no entanto, a chance de chuva aumenta e pode ocorrer a qualquer hora do dia. Os volumes serão maiores, segundo o meteorologista Clóvis Correa. 

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