Estiagem afeta diversos municípios do Oeste de Santa Catarina

Propriedades rurais são abastecidas por caminhões-pipas todos os dias; confira a situação a situação nas principais cidades do Oeste catarinense

Municípios do Oeste de Santa Catarina estão sofrendo por conta da falta de chuva neste início de 2020. O abastecimento de água, a geração de emergência e a agricultura já sentem os impactos.

Estiagem afeta comunidades no Oeste de SC – Foto: Luis Iranzo Navarro Olivares/Pixabay/NDEstiagem afeta comunidades no Oeste de SC – Foto: Luis Iranzo Navarro Olivares/Pixabay/ND

Em Concórdia, a estiagem afeta ao menos 59 propriedades do interior que estão recebendo cargas de água para consumo humano e animal. 

Segundo o vice-coordenador da Defesa Civil em Concórdia, Alcemir Toldo, a última chuva registrada no município foi em 26 de fevereiro, ou seja, são mais de duas semanas assim. Com isso, aumentou os pedidos de abastecimento nas comunidades rurais com auxílio de caminhões-pipas. 

“Foi subindo gradativamente, ontem foram distribuídas 12 cargas de 10 mil litros, hoje já foram 18 e, para amanhã, já tem mais pedidos”, comentou Alcemir. 

A unidade da BRF em Concórdia buscando água no lago de Itá para manter a produção da agroindústria. Conforme o vice-coordenador, 35 carretas fazem seis viagens por dia com 38 mil de água. A operação iniciou em 19 de fevereiro. 

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Apesar do nível do rio Suruvi, que abastece o município, ter baixado bastante, o abastecimento na cidade segue normal. Nesta quinta-feira (12), técnicos da Defesa Civil coletam dados nas comunidades do interior para apontar os impactos da estiagem na agricultura.

“Estamos fazendo levantamento no interior e na segunda-feira vamos se reunir com entidades do município para decidir o que será feito”, finalizou o vice-coordenador. 

Nos últimos 26 dias, o município distribuiu 50 cargas de 10 mil litros água para o consumo humano e 153, da mesma quantidade, para os animais.

Seara

Em Seara, a estiagem também afeta propriedades do interior. São 50 mil litros de água transportados por dia para 25 propriedades rurais, mais 30 mil para o consumo humano, que atendem a 18 famílias. 

Em algumas comunidades há falta de água para o consumo humano e animal. Na cidade também há registros, segundo o coordenador da Defesa Civil Municipal, Carlos Paludo. 

O agricultor, Aurides Canal, relata que na linha Sede Floresta a falta de chuva tem prejudicado as pastagens, o que impacta diretamente na produção leiteira. Os prejuízos ainda são calculados. 

Chapecó

Em Chapecó, segundo o chefe da Agência da Casan do Município, Daniel Domingues Scharf, o abastecimento de água está normal, contudo, as equipes estão monitorando o nível do lajeado São José. 

Águas Frias

Já em Águas Frias, dois poços artesianos tiveram redução na vazão. De acordo com Daniel, o abastecimento precisou ser completado com seis viagens diárias de caminhão-pipa, com oito metros cúbicos de água cada, o que equivale a 8 mil litros. A área urbana é a mais afetada.

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