Florianópolis segue em risco máximo para deslizamentos até quarta-feira

Segundo a Defesa Civil, condição vale, inclusive, para áreas que já sofreram com queda de sedimentos no final de semana; há mais de 40 ocorrências em aberto

O risco de deslizamentos em Florianópolis segue, nesta segunda-feira (25), no nível máximo da escala da Defesa Civil. Por volta das 10h, o órgão ainda tinha cerca de 40 ocorrências em aberto, de acordo com o diretor da Defesa Civil de Florianópolis, Luiz Eduardo Machado.

Equipes se mobilizam para conter deslizamento na Via Expressa, em FlorianópolisDefesa Civil está com mais de 40 ocorrências em aberto – Foto: Alexandre Mendonça/Divulgação/ND

A condição de emergência vale para, pelo menos, até quarta-feira (27). De acordo com a Defesa Civil municipal, já são cerca de 100 ocorrências de deslizamento desde o início das operação, na última segunda-feira (18).

Segundo o diretor, há entre 20 mil a 23 mil pessoas vivendo em áreas de risco em Florianópolis. “Áreas de encosta são muito vulneráveis”, alertou Machado.

Situação crítica

Neste domingo (24), no entanto, a situação se agravou em Florianópolis quando duas mulheres – mãe e filha – morreram soterradas, dentro de casa, no bairro Saco Grande. Foram registrados 140 mm de chuva durante todo o dia.

Outras ocorrências aconteceram no bairro João Paulo, na Via Expressa e no km 19 da rodovia SC-401, que liga as praias do norte da Ilha ao Centro de Florianópolis, onde as muretas de proteção precisaram ser quebradas para permitir o escoamento da água, uma vez que a via estava inundada.

Conforme Luiz Eduardo Machado, os locais afetados no final de semana seguirão sendo monitorados, tendo em vista que há possibilidade de piora nos quadros já registrados.

É o que aconteceu, por exemplo, na Via Expressa. No sábado (23), uma pequena queda de barreira, no sentido BR-101, mobilizou a GMF (Guarda Municipal de Florianópolis), que realizou a sinalização o local.

Equipes se mobilizam para conter deslizamento na Via Expressa, em FlorianópolisO deslizamento no Morro da Caixa, na Via Expressa, já havia começado no sábado (23) – Foto: Alexandre Mendonça/Divulgação/ND

Nesta segunda-feira (25), o material cedeu ainda mais enquanto equipes prestavam o serviço de retirada dos sedimentos para o Denit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes).

“Conseguimos liberar uma faixa, mas as outras vão demorar. Portanto, continua a orientação para usar o Estreito como rota alternativa. O trânsito vai ficar muito pesado, evite deslocar para o continente agora”, orientou o subcomandadnte da GMF, Ricardo Patrana.

Desabrigados

Mais de 80 pessoas estão desalojadas em Florianópolis; a maior parte delas buscou abrigo na casa de familiares. De acordo com o diretor da Defesa Civil, apenas quatro munícipes estão acolhidos no hotel disponibilizado pela prefeitura.

Com os novos alagamentos ocorridos na Lagoa da Conceição na manhã desta segunda-feira (25), porém, existe a possibilidade de que mais moradores sejam deslocados aos espaços cedidos pelo município, que incluem também um abrigo provisório na Passarela Nego Quirido, no Centro.

Chuvas

Das 6h30 de domingo (24) até o mesmo horário desta segunda-feira (25), choveu mais de 150 mm na Capital, quase o valor esperado para todo o mês de janeiro, que é de 210 mm.

De acordo com a Defesa Civil do Estado, há possibilidade de chuva intensa, de forma isolada, durante todo o dia. O risco é muito alto de alagamentos, deslizamentos e enxurradas na Grande Florianópolis.

Participe do grupo e receba as principais notícias
da Grande Florianópolis na palma da sua mão.

Entre no grupo Ao entrar você está ciente e de acordo com os
termos de uso e privacidade do WhatsApp.

+

Tempo