Granizo em Chapecó: ‘Molhou a cama, as roupas, os móveis, tudo’, diz aposentada

Mais de 500 famílias foram afetadas pelo temporal, segundo a Defesa Civil de Chapecó. A prefeitura pede doações para ajudar os moradores

Em questão de minutos, uma chuva de pedras de gelo do tamanho de uma bola de ping-pong destruiu centenas de telhados de casas e empresas em Chapecó, na região Oeste de Santa Catarina, na noite desta terça-feira (21). Ao menos 12 comunidades da área sul do município foram as localidades mais atingidas.

Mais de 500 famílias foram afetadas, segundo a Prefeitura de Chapecó — Foto: Prefeitura de Chapecó/NDMais de 500 famílias foram afetadas, segundo a Prefeitura de Chapecó — Foto: Prefeitura de Chapecó/ND

Para atender as famílias afetadas pelo temporal, a Prefeitura de Chapecó montou uma força-tarefa com a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros Militar na superintendência do Distrito de Marechal Bormann, a região mais afetada.

Dalila Dias, de 67 anos, mora ao lado da SCT-480 e teve o telhado de casa destruído com pedras de gelo. A aposentada estava deitada quando começou o temporal. “Quando começou a cair as pedras eu saí correndo. Quando olhei na porta, já estava tudo branco no quintal. Aí caiu algumas grandes e furou todo o telhado.”

Dalila buscou lona para cobrir os móveis — Foto: Willian Ricardo/NDDalila buscou lona para cobrir os móveis — Foto: Willian Ricardo/ND

Ela e uma vizinha foram até a superintendência da comunidade, nesta manhã de quarta-feira (22), para retirar alguns metros de lona que vão servir para cobrir os móveis de casa. “Quando começou a molhar, cobrimos os móveis com alguns plásticos que tinha em casa, mas molhou a cama, as roupas, os móveis, tudo”, detalha. “Era muita pedra”, resume Dalila, que é viúva e mora com um filho.

Até  às 10h30 desta quarta já eram cerca de 15 rolos de 100 metros de lona distribuídos para os moradores e a fila para retirada da proteção ainda era grande. Tereza Rodrigues, de 63 anos, aposentada, foi a primeira da fila. “Me assustei quando começou o granizo. Descia água no teto e a gente tentou salvar alguns móveis”.

As equipes da Secretaria de Assistência Social realizam o cadastramento das famílias atingidas pelo temporal, distribuem alimentos e roupas. O prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), decretou situação de emergência em razão dos estragos. As aulas na comunidade do Distrito de Marechal Bormann foram suspensas.

O total de imóveis destruídos ainda são contabilizados, mas, um levantamento preliminar estima cerca de 500 famílias foram afetadas. Ivete da Silva, que mora no Núcleo Hortifruti-Granjeiro, conta que estava com o filho pequeno em casa quando começou o temporal. “Quebrou toda a brasilit. Agora é rezar para conseguir ganhar as brasilites quebradas, porque não tenho condições de comprar.”

Ivete também precisou de lona – Foto: Willian Ricardo/NDIvete também precisou de lona – Foto: Willian Ricardo/ND

As comunidades afetadas são Linha Almeida, Bom Retiro, Serraria Reato, Barra da Chalana, Núcleo Hortifruti-Granjeiro, Linha Serrinha, Linha Vailon, Linha Refúgio, Linha Cachoeira, Linha Quadros, Rodeio do Herval, Linha Gamelão.

A Prefeitura de Chapecó solicita para as pessoas que puderem doar colchões, cobertores, roupa de cama, roupas e calçados, para os moradores do Distrito de Marechal Bormann, atingidos pelo granizo, para que se dirijam ao CRAS do Bormann ou para a Central de Doações, que fica no Centro, na rua Marechal Deodoro.

O telefone da Central de Doações é 3319-1209 e do CRAS Bormann é 2049-9108.

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