Mirim Doce decreta estado de emergência após temporal de granizo

Produtores de leite e tabaco perderam tudo

Orlando Pereira

A destruição provocada pelo vendaval, acompanhado de precipitação de granizo e enxurrada, que atingiu cerca de 50% do município de Mirim Doce, no Alto Vale do Itajaí, levou a prefeita Maria Luiza Kestring Liebsch a decretar situação de emergência. O relatório completo das perdas deve ser concluído na sexta-feira e em seguida remetido ao secretário de Estado da Defesa Civil, Milton Hobbus.

Rádio Educadora de Taió/Divulgação

Propriedades rurais ficaram destruídas

Propriedades rurais foram destruídas

O maior prejuízo é calculado na pecuária, especialmente na produção de leite, já que o arroz, principal produto agrícola do município, encontra-se num estágio que possibilita a sua recuperação. As áreas de reflorestamento e de mata nativa, por outro lado, não escaparam da destruição.

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O fenômeno climático ocorreu por volta das 5h desta quinta-feira (5). Quando o dia amanheceu, o cenário era desolador: em algumas localidades como Barra Grande, a quantidade de gelo acumulada chegou a 80 centímetros. Os poucos produtores de tabaco de Mirim Doce perderam praticamente tudo, pois as plantas estavam prontas para serem colhidas. Dos pés de milho restaram apenas os talos. A prefeita quer ação emergencial por parte da Secretaria de Estado da Agricultura. “O setor é uma indústria, como qualquer outra, mas a diferença é que fica a céu aberto”, observou.

Perda total

Um dos maiores produtores de leite do município, Nilton Büsmann, perdeu todos os ranchos, com o telhado perfurado pelas pedras. No momento em que a precipitação iniciou, ele estava se preparando para fazer a ordenha. Ele disse que era difícil inclusive caminhar.

Quando o granizo parou de cair, o agricultor constatou que o prejuízo tinha sido ainda maior. Sem ter onde se abrigar, os 120 animais, entre vacas e novilhas, foram atingidos na região lombar. Na tentativa de fugir, uma delas caiu num riacho e morreu. “Vamos esperar o que acontece porque a coisa já está difícil e sem ajuda financeira é complicado recuperar”, disse Büsmann.

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