‘Não há o que fazer’: durante desastres no Canadá, catarinense relembra enchentes em SC

Canadá foi assolado por chuvas intensas que causaram inundações e desabastecimentos nesta semana; catarinense mora em Vancouver há 3 anos

Jonas Augusto da Rosa já mora em Vancouver, no Canadá, há quase 3 anos. Neste tempo, ele nunca viu chuvas e ventos tão intensos como os que assolaram a província da Colúmbia Britânica nesta semana – nem os próprios canadenses.

Catarinense morando no Canadá há quase 3 anos fala sobre a situação no Canadá – Vídeo: Jonas Augusto da Rosa

As autoridades do país consideram este o maior desastre do século. O volume de chuva foi recorde e lavou a província e o país, destruindo estradas, causando deslizamentos, e provocando o desabastecimento da maior cidade da Colúmbia Britânica, Vancouver.

“Não dá pra não comparar com as enchentes de 2008 e 2011, em Santa Catarina. As etapas são parecidas com o que tem rolado aqui. Mesmo que aqui tenha mais recursos, parece que não há muito o que fazer contra a chuva e a força da água dos rios”, desabafa.

Moradores tentam garantir alimentos em mercado de Vancouver – Vídeo: Jonas Augusto da Rosa

‘Não há o que fazer contra a chuva’: durante inundações no Canadá, catarinense relembra enchentes no Vale do Itajaí – Foto: Jonas Augusto da Rosa‘Não há o que fazer contra a chuva’: durante inundações no Canadá, catarinense relembra enchentes no Vale do Itajaí – Foto: Jonas Augusto da Rosa

Jonas é natural de Camboriú, Litoral Norte de Santa Catarina. As duas enchentes marcaram a cidade, assim como todo o Vale do Itajaí, e deixaram uma marca na memória de todos.

Em todo o Canadá, 17 mil pessoas já estão desabrigadas por algum motivo: além da água que subiu rapidamente e invadiu casas, alguns locais precisaram ser evacuados para proteger os moradores. A maioria dessas pessoas mora no interior da província.

Posto de combustíveis em Vancouver ficou completamente vazio – Vídeo: Jonas Augusto da Rosa

Já em Vancouver, a situação é de desabastecimento nos mercados e nos postos de combustíveis. Com as estradas comprometidas, a cidade ficou praticamente isolada.

Os mercados começaram a limitar o número de itens por família.
A cena parece o começo da pandemia, quando prateleiras ficaram vazias durante os primeiros dias de isolamento.

Mercados ficaram desabastecidos em Vancouver - Jonas Augusto da Rosa
1 3
Mercados ficaram desabastecidos em Vancouver - Jonas Augusto da Rosa
Houve limitação de itens por família - Jonas Augusto da Rosa
2 3
Houve limitação de itens por família - Jonas Augusto da Rosa
Prateleiras vazias: mercados ficaram desabastecidos após Vancouver ficar praticamente isolada - Jonas Augusto da Rosa
3 3
Prateleiras vazias: mercados ficaram desabastecidos após Vancouver ficar praticamente isolada - Jonas Augusto da Rosa

O governo canadense pediu ajuda do Exército, mas as estradas foram danificadas, causando um prejuízo de 1 bilhão de dólares.

Sequência de desastres

De acordo com o portal MetSul, o Canadá foi primeiro assolado por uma onda de calor que deixou centenas de mortos. A cidade de Merritt registrou 44,5º C de temperatura durante o verão, o que dizimou todos os recordes.

Logo depois, a cidade enfrentou uma seca e teve toda a sua população evacuada por incêndios florestais que estavam próximos. Agora, o governo da cidade emitiu novamente uma ordem para toda a população abandonar a cidade devido às inundações catastróficas trazidas por um rio atmosférico.

É um desastre climático composto em que um extremo climático favorece ou potencializa outro. Com o calor extremo vieram os incêndios, que causaram alteração na cobertura do solo e vegetação, e por isso os efeitos da chuva acabaram agravados.

Chuva intensa assolou o Canadá nesta semana e inundou cidades, causando desabastecimentos – Foto: BC HydroChuva intensa assolou o Canadá nesta semana e inundou cidades, causando desabastecimentos – Foto: BC Hydro

As fortes chuvas caíram em áreas montanhosas que, em muitos casos, perderam por completo a cobertura vegetal pelos incêndios devastadores que assolaram a região no final de junho e início de julho. Sem a vegetação, o solo passou a absorver menos água e o terreno ficou mais propício ao escoamento da água em grande volume para as áreas mais baixas, além de mais instável.

Um estudo de resposta rápida do programa World Weather Attribution apurou que a onda de calor que começou tudo teria sido “virtualmente impossível sem a mudança climática causada pelo homem”.

Participe do grupo e receba as principais notícias
de Itajaí e região na palma da sua mão.

Entre no grupo Ao entrar você está ciente e de acordo com os
termos de uso e privacidade do WhatsApp.
+

Tempo

Loading...