Vai ter furacão? Entenda o Yakecan 

Técnicos do governo federal alertaram em coletiva para o risco de o ciclone na costa vir a se transformar em um furacão

A Defesa Civil Nacional e o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) alertaram nesta segunda-feira (16) sobre o ciclone, classificado como tempestade subtropical, que deve atingir a região Sul do Brasil, principalmente os estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, a partir da manhã desta terça-feira (17).

Inmet admite risco de ciclone virar furacão no Sul do Brasil — Foto: Internet/NDInmet admite risco de ciclone virar furacão no Sul do Brasil — Foto: Internet/ND

O consenso na comunidade meteorológica é que se tratará de um ciclone subtropical, nomeado pela Marinha do Brasil  como Yakecan  ou “o som do céu” na língua tupi-guarani. O último ciclone a ter sido nomeado na costa brasileira foi a tempestade subtropical Ubá, em dezembro de 2021.

Na internet surgiu uma pergunta: pode haver furacão?

Os técnicos do Instituto Nacional de Meteorologia e da Defesa Civil Nacional admitiram a possibilidade de o ciclone na costa gaúcha se transformar em um furacão. Miguel Ivan, diretor do Inmet, disse:

“Pode ser algo parecido com 2004”, fazendo referência ao furacão Catarina que atingiu ventos de quase 200 km/h e matou 10 pessoas em SC. “Mas pode ser diferente, porque pode ser que aconteça em alto-mar e não chegue à costa”, afirmou.

Tempestade subtropical Yakecan atingirá Sul do país – Vídeo: Internet/ND

De acordo com o MetSul Meteorologia, os dados de modelos meteorológicos indicam um ciclone muito intenso e com valores de pressão extremamente baixos junto ao leste do Rio Grande do Sul. A pressão no centro do ciclone pode se tornar muito baixa, equivalente à de um furacão categoria 1.

O ciclone de trajetória incomum e rara intensidade deve provocar chuvas intensas e rajadas de vento extremamente fortes que podem ganhar força de furacão em alguns pontos, com velocidade acima de 100 km/h em diversas localidades e superiores a 120 km/h em parte do Leste gaúcho.

Ainda de acordo com a MetSul, as regiões do Brasil mais afetadas pelos fortes ventos devem ser o Sul e Leste gaúcho, com ventos de até 110 km/h, mas que em alguns pontos pode chegar a 150 km/h. Já em Santa Catarina, a região mais afetada deve ser o Sul do Estado, especialmente o Litoral Sul.

Imagem de satélite das 10h desta terça-feira mostra ciclone se movendo em direção ao Rio Grande do Sul e a se aproximar do Sul do Estado. — Vídeo: Internet/ND

Qual é a diferença neste caso?

Furacão é um ciclone de natureza tropical que, conforme o glossário do Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos, mantém ventos acima de 118,6 km/h por mais de um minuto.

O vento neste episódio do ciclone Yakecan deve ficar no patamar de tempestade tropical ou subtropical que varia de 63 km/h a 118 km/h. O que pode ocorrer, mesmo não sendo furacão, são rajadas com força de furacão (119 km/h ou mais). São rajadas de curta ou curtíssima duração que se sucedem por horas intercaladas com vento mais fraco.

De acordo com o portal MetSul a previsão para pontos do litoral do Rio Grande do Sul e na Lagoa dos Patos, de rajadas de 120 km/h a 140 km/h.

Mobilização

Diante das previsões, a Defesa Civil Nacional recomendou que as defesas civis estaduais e municipais adotem ações de preparação cabíveis e reforcem a divulgação de informações para alertar a população, visando à adoção de medidas de autoproteção.

Defesa Civil Nacional emitiu alerta na noite de segunda-feira — Foto: Governo Federal/NDDefesa Civil Nacional emitiu alerta na noite de segunda-feira — Foto: Governo Federal/ND

“O período exige uma atenção especial com a população mais vulnerável, como enfermos, moradores de rua, idosos e crianças. É essencial manter-se bem agasalhado, beber bastante água e evitar locais fechados e de grande circulação de pessoas, além da higiene frequente das mãos”, alertou.

*Com informações do UOL, Defesa Cvil e MetSul 

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