Ventos durante o ciclone bomba em Santa Catarina chegaram a 168 Km/h, aponta Epagri

Epagri registrou vento recorde durante o dia 30 de junho e 1º de julho em Siderópolis; cinco estações registraram velocidades acima de 118 km/h

A velocidade dos ventos em Santa Catarina, durante a passagem do ciclone extratropical, também chamado ciclone bomba, chegou a 168,8 km/h entre 5h e 6h do dia 1º de julho.

A velocidade foi registrada no município de Siderópolis, no Sul de Santa Catarina, pela Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina) e divulgada nesta sexta-feira (10).

Sul do Estado registrou velicidade recorde de ventos – Foto: Divulgação/Epagri/Ciram/NDSul do Estado registrou velicidade recorde de ventos – Foto: Divulgação/Epagri/Ciram/ND

O fenômeno mais recente atingiu Santa Catarina entre 30 de junho e 1º de julho e causou diversos estragos em todas as regiões.  O sistema aos poucos está sendo restabelecido, e as informações coletadas nos dias do vendaval, como as da estação de Siderópolis, estão sendo checadas, validadas pela Epagri/Ciram.

Novo recorde em SC

A estação da Epagri na cidade registrou o novo recorde que, até então, pertencia a Celso Ramos e era de 161,9 km/h em 7 de outubro de 2010. Além disso, o evento destacou-se pela ampla área atingida, duração prolongada em algumas regiões.

Das 290 estações mantidas pela Epagri no Estado, cerca de 50 possuem medidores de velocidade e direção do vento e registraram velocidades superiores a 100 km/h.

Segundo a meteorologista Maria Laura Guimarães Rodrigues, cinco das estações registraram velocidades superiores a 118 km/h. Além de Siderópolis, destacaram-se Urupema, na Serra, com 126 km/h, e Indaial, no Vale do Itajaí, com 121 km/h.

Assim como outras sete estações com ventos entre 113 e 117 km/h, e nove delas registraram ventos de 89 a 102 km/h.

Descargas elétricas

Outro aspecto importante analisado pela Epagri/Ciram foram descargas elétricas que acompanharam o ciclone que passou por Santa Catarina. A combinação de vento, chuva e descargas elétricas potencializou os estragos em diversas regiões de Santa Catarina.

Os prejuízos foram tanto na área rural, com muitas lavouras afetadas, quanto nas áreas urbanas, com destelhamentos e danos na rede elétrica, além de mortes.

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