Ventos em SC chegam a 101 km/h, provocam estragos e deixam 70 mil casas sem energia

Chuvas de maior intensidade ocorreram no Oeste do Estado na madrugada desta quinta-feira (14); temporais devem seguir nesta sexta (15)

Os ventos na madrugada desta quinta-feira (14) chegaram a 101 km/h em Xanxerê, no Oeste de Santa Catarina, e deixaram mais de 70 mil casas sem energia. Os temporais derrubaram árvores e destelharam casas.

Torre foi arrancada com a força dos ventos no Oeste catarinense nesta quinta-feira (14) – Foto: Defesa Civil de Xaxim/NDTorre foi arrancada com a força dos ventos no Oeste catarinense nesta quinta-feira (14) – Foto: Defesa Civil de Xaxim/ND

Uma torre da rádio local caiu com a força das rajadas na BR-282, em Xaxim, também no Oeste. Segundo a Epagri/Ciram, choveu 23 mm na região nas últimas 12 horas.

Os municípios mais afetados pelos ventos foram Chapecó, cuja estação registrou 82,8 km/h; Concórdia, com 83,4 km/h, Campos Novos, com 85,7 km/h e São Miguel do Oeste, com rajadas de até 77,4 km/h.

No Sul do Estado, em Imbituba, a estação próxima ao porto registrou rajadas de cerca de 70 km/h na madrugada.

Mais de 70 mil casas ficaram sem energia no Oeste de Santa Catarina – Foto: Reprodução/NDMais de 70 mil casas ficaram sem energia no Oeste de Santa Catarina – Foto: Reprodução/ND

Conforme o meteorologista Piter Scheuer, o calor aliado às altas taxas umidade relativa do ar com o intenso fluxo de ar quente e úmido transportado da Floresta Amazônica provocam pancadas de chuva acompanhadas de raios com ventania no Oeste.

Nesta sexta-feira (15), uma frente fria associada a um sistema de baixa pressão traz novos temporais ao longo do dia, conforme Scheuer.

Estragos na Grande Florianópolis

As cidades de Palhoça e Santo Amaro da Imperatriz, na Grande Florianópolis, foram as mais afetadas pelo avanço das chuvas nos últimos três dias na região. As prefeituras decretaram situação de emergência.

No entanto, Palhoça está com a situação normalizada, segundo o coordenador da Defesa Civil de Palhoça, Julio Marcelino.

O solo ainda está encharcado e o órgão está monitorando as áreas afetadas sem risco de desmoronamentos. Não há mais ruas alagadas e as pontes interditadas foram arrumadas. A ponte do Imaruim será desinterditada após uma avaliação técnica nesta quinta.

Já em Santo Amaro da Imperatriz, o coordenador da Defesa Civil, Adriano Medeiros Caldas, diz que o risco de desmoronamento segue em alguns locais e é realizado o monitoramento das áreas.

“Estamos trabalhando na reconstrução e habilitação do município. Está um pouco corrido porque a previsão de chuva de novo para amanhã é de volume forte e estamos com as equipes na rua para deixar tudo ok”, afirma

Nesta quarta-feira (13), três famílias ficaram fora de casa por conta das chuvas fortes no município.

Apesar do alerta de temporais em Santa Catarina, o risco mais intenso de estragos continua no Oeste. Nesta madrugada, choveu pouco na Grande Florianópolis, segundo a Epagri/Ciram, cerca de 1 mm nas últimas 12 horas.

Na Capital as rajadas de vento são intensas e persistentes, mas não ultrapassaram os 40 km/h, o que deve continuar ao longo do dia.

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