VÍDEO: Nevoeiro “engole” Chapecó durante a manhã desta terça-feira

Ventos fortes devem atingir as regiões Oeste, Planalto Sul e Litoral entre terça e quarta-feira; ventos devem chegar a 80 km/h

Uma imagem registrada pela reportagem do Grupo ND na manhã desta terça-feira (7), em Chapecó, impressiona. O registro foi feito às 8h50. A cidade é praticamente “engolida” por uma nuvem.

Segundo o metereologista, Piter Scheuer, trata-se de um nevoeiro advectivo. “Estes nevoeiros são favorecidos pelo ar quente que está na região oeste. Como o ar está mais aquecido e abafado, com o ar frio que vem do Rio Grande do Sul acaba causando esse fenômeno”, explica Scheuer.

A manhã na cidade segue com chuva e tempo fechado. Em contato com a reportagem, a prefeitura de Chapecó afirmou que não houve nenhum registro de ocorrência. A Defesa Civil reiterou a informação e disse que nenhuma ocorrência foi registrada no Estado até às 10h desta terça.

Novo ciclone?

A formação de um ciclone extratropical nas próximas 24 horas no litoral do Rio Grande do Sul deve trazer rajadas de vento de até 80 km/h para Santa Catarina nesta terça e quarta-feira (8).

Ventos de até 80 km/h devem atingir o Estado – Foto: Willian Ricardo/ND

No entanto, a metereologista da Epagri/Ciram, Gilsânia Cruz, reitera que será “bem mais fraco” que a passagem do ciclone que causou estragos no Estado na última semana, onde os ventos chegaram a 130 km/h.

Nesta terça os ventos devem se intensificar no Oeste, Meio Oeste e Planalto Sul, com rajadas de 40 a 60 km/h. Existe a possibilidade de ventos em menor intensidade no Litoral Sul ainda nesta terça. A previsão é de chuva, permanecendo do Oeste ao Sul pela formação de um sistema de baixa pressão formado no Rio Grande do Sul.

A partir de quarta-feira (8) quando o ciclone já estiver formado no litoral gaúcho, a previsão é de rajadas de vento de 60 a 80 km/h no Planalto Sul e Litoral.

“Não será nada fora da normalidade. Esse sistema é típico de inverno, temos um ciclone por semana influenciando as condições de tempo. O outro foi muito intenso, e a frente fria associada a ele se formou de forma intensa. Tudo aquilo que aconteceu foi associada a frente fria que passou pelo nosso estado com uma forte linha de instabilidade”, explica Cruz.

“Bomba atômica”

Segundo especialistas, os estragos da última terça-feira (30) foram causados pela aproximação de uma frente fria e pelo alinhamento de nuvens gigantescas resultando em uma força de destruição de dezenas de bombas atômicas.

A Defesa Civil reforça que os moradores se cadastrem em um sistema de alerta do governo, basta informar o CEP da rua onde mora que as pessoas passam a receber os alertas do órgão.

Garuva foi uma das cidades mais atingidas pelo ciclone da última terça-feira – Foto: Divulgação/ND

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