Caso Gabrielli: Oscar Gonçalves do Rosário morre em acidente de trânsito

Ele ficou conhecido por ser acusado de matar a menina Gabrielli em 2007; processo foi anulado em 2010

Oscar Gonçalves do Rosário morreu atropelado na noite de quinta-feira (29), em Porto Alegre (RS). Ele ficou conhecido em 2007, depois de ser acusado de ter matado a menina Gabrielli, de 1 ano e seis meses, na pia batismal de uma igreja em Joinville. O processo foi anulado três anos depois.

Oscar Gonçalves do Rosário foi preso, condenado e, recentemente, recebeu indenização por danos morais – Foto: Arquivo/ND

Segundo a irmã de Oscar, Maria Gonçalves do Rosário, ele trabalhava de ajudante de caminhoneiro, teria saído para comprar um lanche e, ao voltar para o caminhão, foi atropelado por uma camionete. Ele morreu na hora.

O corpo de Oscar está sendo encaminhado para Canoinhas, no Planalto Norte, onde será velado a partir da noite desta sexta-feira (30). 

“Pra mim, ele era especial, era meu piazinho. Ficou três anos longe de nós, três anos preso por uma coisa que não fez, e agora foi pra nunca mais voltar”, lamentou Maria. Oscar tinha 35 anos.

Condenação anulada

Gabrielli Cristina Eichholz, de um ano e seis meses, foi morta no dia 3 de março de 2007. Seu corpo foi encontrado na pia batismal de uma igreja adventista de Joinville.

Oscar Gonçalves do Rosário, que à época era pedreiro, foi preso dias depois e confessou à polícia ter matado a menina. Porém, ele voltou atrás cerca de duas semanas depois da reconstituição do crime e afirmou sua inocência. Apesar disso, continuou preso e, um ano depois, foi condenado a 20 anos de prisão em um júri popular.

Ao todo, Oscar ficou três anos e 14 dias no presídio até que, em 2010, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina anulou o processo por considerar que a investigação foi baseada em falhas. O caso foi arquivado em 2011 pelo Ministério Público de Santa Catarina.

Oscar pediu uma indenização ao Estado que, em primeira instância, foi condenado a pagar R$ 40 mil por danos morais, em razão das humilhações públicas sofridas pelo acusado. O TJSC, no entanto, dobrou o valor fixando a reparação em R$ 80 mil.

O Estado recorreu ao STJ pleiteando a redução para R$ 5 mil, porém, o pedido foi negado.

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