Família abre vaquinha para vítima de acidente grave em Florianópolis

Altevir Alves de Lima, de 30 anos, foi atingido por uma motorista embriagada e precisou amputar uma perna e um dedo; saiba como ajudar

Familiares do motociclista que foi vítima de um grave acidente ocorrido na madrugada da última sexta-feira (12), na avenida Gustavo Richard, Centro de Florianópolis, abriram uma arrecadação virtual para contar com auxílios financeiros no processo de recuperação.

O motociclista Altevir Alves de Lima, de 30 anos, precisou amputar uma perna e um dedo, além de passar por outras cirurgias devido à fraturas. O principal objetivo é conseguir dinheiro para a compra de uma prótese.

Ele foi atingido por um carro conduzido por uma motorista que estava na contramão, em estado de embriaguez. A condutora está presa preventivamente.

Altevir Alves de Lima, de 30 anos, ficou gravemente ferido após acidente – Foto: Arquivo PessoalAltevir Alves de Lima, de 30 anos, ficou gravemente ferido após acidente – Foto: Arquivo Pessoal

Conforme informações repassadas por familiares, Altevir é morador de Palhoça, e estava indo visitar o filho recém-nascido, que está internado na maternidade do Hospital Carmela Dutra, na Capital.

Natalia Borges, mulher da vítima do acidente, conta que a criança nasceu no dia 3 de fevereiro. O filho nasceu com complicações respiratórias, e segue sob atendimentos médicos. Agora, a família se desdobra para atender duas emergências de saúde ao mesmo tempo.

Altevir passou por uma cirurgia nesta terça-feira (16) por conta de uma fratura exposta no braço. De acordo com a familiar, ele não corre risco de vida, mas os médicos ainda não deram um prazo de recuperação.

“Está bem complicado, meu coração está dilacerado em ver os dois ao mesmo tempo nessas condições. Fico das 7h às 19h entre o Hospital Celso Ramos [onde Altevir está internado] e o Carmela Dutra, durante a noite conto com a ajuda de alguns parentes para poder descansar”, relata Natalia Borges.

Vaquinha

Além do dinheiro para a prótese da perna, o acidente estende a preocupação financeira da família em níveis mais profundos. Altevir trabalha como pintor autônomo e Natalia está desempregada no momento.

Portanto, as sequelas da ocorrência terão um enorme impacto no ordenado. A vaquinha é uma das maneiras que a família encontrou para obter algum auxílio em meio a situação.

Saiba como ajudar:

Doações em qualquer quantia são aceitas na seguinte conta bancária:

Agência: 1784
Op: 013
Conta: 00074294-3

Pix: 101946259-07

Uma vaquinha online também está aberta. Para acessá-la, basta clicar neste link.

Justiça

A família também pensa em obter ressarcimento na justiça, como afirma Natalia Borges. “Estamos pensando em entrar na Justiça para ver se conseguimos alguma coisa. Ainda não tive tempo de entrar a fundo nisso pois estou todos os dias no hospital.”

Acima de tudo, o desejo é de que a motorista envolvida no acidente pague pelo crime. “Quero que ela pague pelo crime dela, por tudo que está nos fazendo passar. Quero justiça, só isso”, conclui.

Motorista teve pedido de liberdade negado

A motorista, que foi presa em flagrante no dia do acidente, entrou com um pedido de Habeas Corpus na justiça.

O TJSC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina) negou o pedido de liberdade da mulher. O juízo da 5ª Vara Criminal da Comarca da Capital transformou a prisão em flagrante em preventiva.

De acordo com o registro da Polícia Militar, por volta de 1h15min, a motorista dirigia o veículo com a capacidade psicomotora alterada pela ingestão de bebida alcoólica.

Por isso, ela ingressou na contramão de direção no sentido Continente e colidiu frontalmente contra a motocicleta nas proximidades do CentroSul.

A guarnição da Polícia Militar constatou que a motorista apresentava sinais de embriaguez (olhos vermelhos, vestes desalinhadas e hálito etílico), mas se recusou a fazer o teste de etilômetro.

Motorista estava trafegando pela contramão, segundo registro policial – Foto: GMF/Divulgação/NDMotorista estava trafegando pela contramão, segundo registro policial – Foto: GMF/Divulgação/ND

Inconformada com a decisão do juízo de 1º Grau, a Defensoria Pública do Estado impetrou um habeas corpus.

Ela defendeu a ilegalidade da manutenção da prisão preventiva, ao sustentar que a decisão carece de fundamentação idônea ao embasar o decreto na gravidade abstrata do delito, e ferir os princípios da presunção de inocência, da motivação das decisões, do devido processo legal e da individualização da pena, com imposição de punição antecipada.

Argumentou ainda que a prisão é desproporcional a eventual resultado condenatório, pois a motorista é primária e tem residência fixa, com a possibilidade de substituir eventual condenação restritiva de liberdade por medidas cautelares alternativas.

O pedido de liminar foi indeferido pelo desembargador José Agenor de Aragão, que estava de plantão no último sábado (13).

“Durante a abordagem, a conduzida afirmou que havia ingerido bebida alcoólica e que não tinha medo da Polícia. Conforme visto, a prisão em flagrante se revestiu das formalidades legais necessárias, não demonstrando, prima facie, ilegalidade ou nulidade capaz de justificar a concessão de liminar”, anotou o desembargador em sua decisão.

O habeas corpus ainda será analisado pelo colegiado da 3ª Câmara Criminal do TJSC.

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